Exame de Densitometria Óssea
De acordo com a National Osteoporosis Foundation (NOF), que reúne um grande número de pesquisadores de diversas especialidades envolvidas com osteoporose, estas são as indicações formais para o estudo da massa óssea:
• todos os indivíduos com mais de 65 anos;
• indivíduos com deficiência de hormônios sexuais;
• mulheres na perimenopausa que estejam cogitando usar terapia de reposição hormonal, para auxiliar essa decisão;
• pacientes com alterações radiológicas sugestivas de osteopenia ou que apresentem fraturas osteoporóticas;
• pacientes em uso de corticoterapia crônica;
• pacientes com hiperparatiroidismo primário;
• pacientes em tratamento da osteoporose, para controle da eficácia da terapêutica.
Além dessas indicações, existem inúmeras outras condições clínicas que, por predisporem à perda óssea, são consideradas fatores de risco e justificam a avaliação. Os fatores de risco são:
Antecedente genético: inúmeros trabalhos observacionais demonstram a agregação familiar de menor massa óssea e a concordância desse traço em gêmeos mono e dizigóticos. Cerca de 70 a 80% da variação da densidade mineral óssea pode ser atribuída a fatores genéticos. Caucasianos e orientais apresentam maior incidência de fraturas do que populações negras, assim como mulheres de qualquer raça em relação aos homens. Desse modo, o antecedente familiar, particularmente materno, de fraturas osteoporóticas é uma indicação para o exame.
Riscos ambientais: deficiências e/ou distúrbios nutricionais como baixa ingestão de cálcio, baixo peso, dietas de restrição calórica, alcoolismo, excessos de sódio e proteína animal; consumo de cigarro; sedentarismo; longos períodos de imobilização.
Doenças crônicas: hipertiroidismo, tratamento do câncer diferenciado de tireoide com doses supressivas de T4, hipercortisolismo, insuficiência renal crônica, hepatopatias, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças de má absorção intestinal, hipercalciúria idiopática e artrite reumatoide. O risco de fraturas também está associado a maior risco de quedas, principalmente em pacientes com déficit visual, de força muscular no quadríceps e/ou cognitivo, alterações de marcha e disfunções neurológicas que afetem o equilíbrio.
Uso crônico de drogas: a incidência de fraturas osteoporóticas em usuários de corticosteroides por mais de seis meses é de cerca de 30 a 50%. Mesmo doses pequenas de glicocorticoides, incluindo os inalatórios, podem causar perda óssea na maioria dos indivíduos. Outras drogas associadas à perda óssea são ciclosporina, bloqueadores da secreção de gonadotrofinas, heparina, anticonvulsivantes como hidantoína, carbamazepina e fenobarbitúricos e os quimioterápicos. Drogas que provoquem hipotensão postural ou alterações do equilíbrio, como anti-hipertensivos, barbitúricos, benzodiazepínicos e diuréticos, podem aumentar o risco de quedas.
Referências bibliográficas
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Dr. Sérgio dos Passos Ramos
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