Exames Ginecológicos

Diferentes fases, diferentes cuidados
da PrimaPagina
Como parte do aparelho genital feminino está “escondido” no abdômen, nem sempre é possível diagnosticar problemas ginecológicos com base apenas no clássico exame clínico da vagina e das mamas que o ginecologista faz a cada consulta. Por isso é que os exames ginecológicos são essenciais.
Um dos mais importantes é o exame de Papanicolau, que serve para prevenção do câncer do colo do útero e deve ser feito pelo menos a cada dois anos. Nesse procedimento, células do colo do útero são coletadas e enviadas para a análise para saber se há lesões pré-cancerígenas e/ou associadas à presença do vírus HPV.
Outros exames podem ser pedidos a depender do caso,– tanto os de imagem, como ultrassom pélvico e transvaginal, quanto os de análise laboratorial, como exames de sangue para detectar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), caso a mulher tenha fatores de risco para tais afecções.
Os de imagem podem evidenciar problemas na parte superior do aparelho genital (útero, ovários), que muitas vezes são difíceis de detectar no exame ginecológico. O ultrassom transvaginal é utilizado para detectar se há, no útero, afecções como miomas, ou alterações na camada interna do útero (endométrio), como pólipos ou espessamentos endometriais. É usado também para avaliar a presença de tumores na região dos ovários ou acompanhar cistos maiores que os habituais.
O recomendável é que a mulher consulte o ginecologista pelo menos uma vez por ano, mas a frequência deve aumentar em casos em que o Papanicolau apresentou alguma alteração ou se a mulher tiver corrimento, cólica ou dor na genitália. O mesmo vale se , ou ainda se a paciente faz tratamento contra alguma DST específica ou se está grávida.
É importante ressaltar que a prevenção se inicia na consulta, em que o médico pergunta sobre o histórico e as queixas da mulher e depois realiza o exame físico. No exame clínico, o ginecologista checa as mamas em busca de nódulos e analisa a superfície externa da vagina. Nas mulheres que já têm vida sexual ativa, verificam-se os órgãos genitais internos por meio do exame especular e do toque vaginal. Segundo o ginecologista Gutemberg Almeida, diretor do Instituto de Ginecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor adjunto na mesma instituição, quando a mulher é virgem não há necessidade de ser feito o exame clínico ginecológico completo. “Pode ser feito exame das mamas e genitália externa. Se houver suspeita de mioma, pode se fazer um exame de toque retal para examinar o útero através do reto ou complementar com um ultrassom pélvico. Não é preciso fazer Papanicolau”, explica.
Já para uma mulher sexualmente ativa, alguns exames fazem parte do acompanhamento de rotina – como o Papanicolau. “Se os resultados forem normais, a mulher pode esperar até três anos até o próximo exame”, diz dr. Gutemberg. O procedimento consiste na coleta de células de tecido do colo do útero com uma espátula e uma escovinha especialmente desenvolvidas para isso. O material coletado é posteriormente mandado para o laboratório para se analisar se as células apresentam alguma lesão indicativa de câncer do colo do útero ou de afecções pré-cancerígenas associadas ao vírus HPV. Ou seja o teste é essencial, por ser capaz de detectar HPV [sugestão: linkar para http://www.gineco.com.br/hpv] e câncer do colo de útero, o segundo tumor mais recorrente entre pessoas do sexo feminino – só fica atrás do câncer de mama.
“Eventualmente é recomendado que a mulher faça exames laboratoriais, como dosagem de hormônios da tireoide, glicemia, colesterol ou perfil lipídico para se certificar de que está tudo bem além da área ginecológica”, esclarece o médico.
Se existirem suspeitas de DSTs, é necessário fazer um exame clínico inicial, que vai determinar de que ordem é a doença, ou seja, se provoca lesões ou não. A partir daí, pode-se pedir um exame de sangue específico para cada tipo de doença (no caso de sífilis ou HIV). Se já houver sintomas como verrugas ou feridas – como costuma acontecer com sífilis ou herpes – é feita a análise clínica e laboratorial desses ferimentos. Para suspeita de gonorreia ou clamídia, pode ser feito exame em laboratório a partir da secreção vaginal (hoje em dia, usa-se uma técnica molecular chamada PCR, que aumenta as chances de detecção de bactérias).
Se houver suspeita de infertilidade, deve-se fazer a radiografia contrastada do útero, para saber se as trompas não apresentam nenhuma obstrução. Esse exame é chamado de histerossalpingografia. O parceiro, por sua vez, deve fazer um espermograma, que mede a quantidade e a capacidade de movimentação de seus espermatozóides.
Atenção mais frequente
Quando a mulher chega aos 40 anos, os cuidados com o corpo devem ser redobrados. Ela deve fazer mamografia de dois em dois anos – anualmente a partir dos 50 anos. É esse exame que detecta nódulos que podem ser cancerígenos. “Em 10 a 15% dos exames de mamografia, o ultrassom de mama pode ser indicado como exame complementar caso o médico acredite ser necessário”, afirma Dr. Gutemberg.
A partir dos 60 anos, além da prevenção dos cânceres, torna-se também importante a prevenção de osteoporose. O exame que detecta a possibilidade de desenvolver a doença é chamado densitometria óssea. Se houver alguém na família com histórico da doença, o ideal é que o teste seja feito ainda antes dessa idade, mas sempre com indicação do médico.






