Medicina a serviço da mulher

Medicina a serviço da mulher

Os avanços da medicina apresentam-se como um aliado das mulheres na vida moderna, não apenas no que se refere a tratamentos de doenças, mas também à área profissional e ao controle sobre o próprio corpo. A pílula anticoncepcional e a terapia de reposição hormonal , por exemplo, foram adventos que mudaram o papel feminino na sociedade.

“O uso da pílula proporcionou a escolha pelo melhor momento de concepção, liberdade sexual e uma possibilidade maior de inserção no mercado de trabalho, em virtude da disponibilidade de tempo entre as gestações, agora mais bem planejadas”, explica o Dr. Rogério Bonassi Machado, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Além de prevenir a gravidez e auxiliar no planejamento familiar , o especialista acrescenta que o medicamento propicia benefícios “extraconceptivos”, uma vez que usuárias da pílula apresentam menor risco de câncer de ovário e do endométrio . O medicamento também diminui a chance de se apresentar anemia, cólicas menstruais acentuadas e problemas de pele, pois diminui a oleosidade, combatendo a acne.

Já a terapia de reposição hormonal alivia os sintomas da menopausa , da atrofia vaginal e, por consequência, eleva a autoestima da mulher. Suores noturnos, irritabilidade e diminuição do desejo sexual são alguns sintomas típicos do período, que marca o fim gradual da produção de hormônios pelos ovários e pode ser aliviado com o tratamento.

A insônia também é um problema recorrente. O risco de a mulher apresentar esse quadro é de 30% a 80% a mais que os homens. Por conta disso, elas possuem maior propensão a ter depressão e ansiedade, que na maioria das vezes estão associadas a transtornos do sono.

“Diante de um quadro crônico ou progressivo, é fundamental a pesquisa da causa e a atenção profissional especializada. O diagnóstico só poderá ser dado a partir de análise caso a caso”, orienta o ginecologista.

Ainda assim, a prevenção é o melhor remédio. E a medicina tem uma área que se dedica especificamente a isso. “Essas ações começam com a identificação de fatores de risco seguida de orientações individuais. O impacto final da boa assistência preventiva reduz as internações, o custo em saúde e proporciona significativa melhora na qualidade de vida”, completa o Dr. Bonassi.

Rotina saudável

Uma boa qualidade de vida, no entanto, exige também certos cuidados que vão além, acrescenta o especialista. Uma rotina desregrada influencia diretamente nos resultados de tratamentos clínicos. Portanto, é necessário inserir pequenas mudanças de hábitos no cotidiano se o objetivo for conquistar, de fato, um bem-estar pleno.

“Pouco pode ser feito se não houver conscientização individual diante de problemas que possam estar relacionados a maus costumes. Nesses casos, a medicina auxilia por meio de aconselhamento e campanhas. Um exemplo é a lei antifumo. Esperamos que ela consiga reduzir, no longo prazo, o número de fumantes”, diz.

A prática regular de exercícios físicos, por exemplo, também reduz o riscos de doenças. Mas antes de se aventurar em novos terrenos, o ideal é procurar orientação médica, adverte o Dr. Bonassi.

“Em mulheres assintomáticas recomenda-se que seja realizado o teste de esforço antes do início das atividades, particularmente após os 50 anos e na presença de histórico familiar de doença arterial coronariana precoce, de morte súbita ou quando o treino visa competição.”

 

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