Primeiro contato sexual

Contato Sexual

A primeira relação

É possível engravidar logo no primeiro contato sexual de uma mulher, caso não haja o uso de algum método contraceptivo. Para evitar a gravidez indesejada, deve-se iniciar o uso do método contraceptivo antes de começar a atividade sexual.

É importante lembrar sobre o uso de preservativos, pois, além de prevenirem a gravidez, impedem o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, HPV, entre outros.

Relações sexuais na gravidez

Durante a gravidez é possível haver relação sexual. A depender da disposição dos parceiros, o contato íntimo é permitido.

Por estarem despreocupados com a anticoncepção, alguns casais aproveitam a gestação para praticar o conhecimento mútuo. A posição sexual deve ser definida de acordo com o conforto da mulher.

Apesar de não haver preocupação com a gravidez, é necessário o uso de preservativos para evitar as doenças sexualmente transmissíveis. A imunidade da mulher grávida é mais frágil e o risco de contrair uma enfermidade por via sexual é igual ou maior que a de uma não gestante.

O contato deve ser evitado caso a mulher sinta dor, tenha sangramento ou haja orientação médica.

Tratamentos e cuidados

As principais preocupações de uma mulher em relação à sua vida sexual geralmente são proteger-se contra as doenças sexualmente transmissíveis e evitar a gravidez não planejada.

Mesmo quando a mulher está grávida, ela deve continuar concentrada em evitar as DSTs, pois este é um período em que, além de expor o bebê, ela encontra-se em estado imunológico baixo.

Se tiver uma DST, a grávida precisa cuidar-se logo para que não chegue até o bebê. O modo mais seguro para que a criança não adquira o problema é a mãe se tratar. A maioria das doenças tem cura e pode ser combatida com antibióticos.

O quadro mais frequente é o HPV, que geralmente é assintomático, mas em 10% dos casos provoca verrugas na mucosa da região vaginal e adjacências. Se não for tratado, pode levar ao câncer de colo do útero, da vulva ou da vagina. Além disso, existe a possibilidade de transmissão para o recém-nascido.

O segundo tipo de DST mais comum é a sífilis, que pode ser assintomática no início do período de incubação e, na fase aguda, manifesta-se por meio de úlceras purulentas na vulva. A bactéria causadora circula na corrente sanguínea, o que significa que o bebê pode ficar doente antes mesmo de nascer. Se o problema não for tratado e for transmitido para a criança (transmissão vertical), ela pode ter sífilis neonatal, marcada por alterações nos dentes e na boca. Mãe e filho podem ser tratados com antibióticos.

A patologia mais perigosa durante a gestação é o herpes. Ele forma bolhas de água nos genitais ou na boca que estouram, provocando incômodo. O risco para o filho é grande: como seu organismo ainda tem uma resistência muito baixa, o herpes neonatal pode levar à morte. O tratamento da mãe é feito com antibióticos; a criança pode precisar de um tempo na UTI para se recuperar.

A bactéria da gonorreia causa infecção na vagina e no colo do útero. O bebê pode contrair a doença na hora do nascimento, com risco de cegueira ao entrar em contato com as lesões. Para evitar isso, a equipe médica, especialmente no parto normal, aplica uma solução de nitrato de prata nos olhos do recém-nascido.

Para evitar o desenvolvimento dessas doenças é necessária a realização do pré-natal, além de informar ao médico se possui ou já teve o HPV.

O tratamento é fundamental para o desenvolvimento do bebê e a saúde da gestante.

Fonte:

Mehoudar, Anna. O pré-natal. In:Da Gravidez aos cuidados com o bebê.P27-30. 2012. 1ª Edição. Summus Editorial. São Paulo-SP

SMITH, E. M. et al. HPV prevalence and concordance in the cervix and oral cavity of pregnant women. Infectious diseases in obstetrics and gynecology, v. 12, n. 1, p. 45-56, 2004.

SANCHEZ, Pablo J.; WENDEL, George D. Syphilis in pregnancy. Clinics in perinatology, v. 24, n. 1, p. 71-90, 1997.

BAKER, David A. Consequences of herpes simplex virus in pregnancy and their prevention. Current opinion in infectious diseases, v. 20, n. 1, p. 73-76, 2007.

EDWARDS, L. E. et al. Gonorrhea in pregnancy. American journal of obstetrics and gynecology, v. 132, n. 6, p. 637-641, 1978.