INFERTILIDADE FEMININA

Para analisar as causas da infertilidade feminina, a paciente deve se submeter a alguns exames. São vários fatores que podem causar a dificuldade de engravidar. Dentre os mais comuns, estão:

 

  • Distúrbios hormonais que impedem ou dificultam o crescimento e a liberação do óvulo (ovulação);
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Problemas nas trompas ou tubas uterinas, provocados por infecções ou cirurgias;
  • Endometriose;
  • Ligadura das trompas;
  • Muco cervical que impede a passagem dos espermatozoides;
  • Infecção no colo do útero;
  • Idade.

 

Segundo conhecimentos tradicionais da medicina, a produção dos óvulos ocorre juntamente com a formação do feto. Ou seja, as mulheres já nascem com o número de óvulos que serão liberados a cada menstruação. Dessa forma, quanto mais idade a paciente tiver, mais velho será o óvulo, dificultando a ocorrência da gravidez. Estudos recentes apontam, entretanto, a probabilidade de que mulheres adultas também produzam novos óvulos, o que poderia ampliar a eficácia dos tratamentos de infertilidade feminina.

Causas da infertilidade feminina

Problemas no útero são comuns. Alguns desequilíbrios hormonais ocorridos no período fértil podem tornar o muco cervical mais espesso, dificultando ou impossibilitando a passagem dos espermatozoides. Os desequilíbrios hormonais também são recorrentes após os 35 anos de idade. Endometriose ou leiomiomas também podem dificultar a gravidez.

 

O hábito de fumar também afeta a fertilidade feminina. O fumo pode interferir na gametogênese ou na fertilização, na implantação do óvulo concebido ou na perda subclínica após a implantação. Assim, a mulher que deseja engravidar deve parar de fumar no mínimo dois meses antes de iniciar as tentativas. Segundo estudos, a fertilidade da mulher é mais afetada pelo tabagismo que a do homem, embora este também possa enfrentar consequências negativas do fumo ao tentar ser pai.

 

Para detectar qual é a causa da infertilidade, o casal deve procurar o médico ginecologista, primeiramente, e relatar os problemas apresentados. Após o diagnóstico de infertilidade feminina, serão solicitados exames complementares para identificar suas causas e possíveis tratamentos.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Propedêutica do casal infértil. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.177-188. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

Passos, Eduardo Pandolfi. Quando a gravidez não acontece: perguntas e respostas sobre infertilidade. In: Infertilidade Feminina. P 19-36. 2007. 1˚Edição. Editora Artmed. Porto Alegre – RS.

PERGUNTAS FREQUENTES

Tenho uma filha de 15 anos e gostaria de ter outro filho. Estou tentando engravidar há 4 meses, não uso anticoncepcional, mas até agora não engravidei. Isso pode ser sinal de infertilidade?

Para que haja suspeita de infertilidade, deve haver pelo menos um ano de tentativa de engravidar. Isso significa ter relações sexuais frequentes, principalmente na janela fértil. Muitos casais acham que não podem engravidar após uma ou duas tentativas, e isso não é correto. O tempo mínimo de espera é um ano. Em mulheres acima de 35 anos é recomendável procurar um especialista em reprodução humana se não engravidarem em seis meses.

Pílula anticoncepcional engorda?

Essa é uma dúvida de muitas mulheres que pensam em tomar pílula. A resposta é não. Tomar pílula anticoncepcional não engorda. O que acontece é que os hormônios presentes em muitas delas podem favorecer a retenção de líquidos que acabam provocando o inchaço corporal, mas isso varia de organismo para organismo e de pílula para pílula. Quanto menos hormônio, menos efeitos colaterais o medicamento provoca. Algumas pílulas podem provocar mais retenção de líquidos que outras, dependendo do tipo de hormônio que ela contém.

É normal me sentir enjoada, com desconforto nos seios e ter sangramentos (spotting) quando comecei a tomar pílula?

No início do uso da pílula anticoncepcional é comum ocorrerem alguns desconfortos como enjoo, incômodo nos seios e pequenos sangramentos. Recomenda-se não tomar a pílula de estômago vazio para amenizar estes sintomas. Sobre os sangramentos de escape ou spotting são mais comuns em mulheres que usam pílulas com baixa dosagem hormonal, que no início ainda não fornecem estímulo hormonal suficiente para cicatrizar a camada interna do útero logo após o término da menstruação. Esses sintomas variam de mulher para mulher e devem cessar em poucos meses, pois trata-se de um processo de adaptação do corpo ao hormônio que está sendo ingerido, e isso é normal.  Caso esses sintomas não desapareçam em três meses, procure seu ginecologista.

Onde posso saber mais sobre o DIU Hormonal?

Para saber mais sobre o tratamento com o DIU Hormonal, consulte seu médico. Ele poderá fornecer informações adicionais a você e a seu parceiro.

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O FUNCIONAMENTO DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL - GINECO

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