TEMPO DE ESPERA

É o período em que o casal tenta a gravidez de forma espontânea e não utiliza métodos contraceptivos. Durante esse tempo, não se pode considerar ainda o diagnóstico de infertilidade, pois é considerada normal certa demora para a concepção. Após esse período de tentativas sem sucesso, o médico ginecologista deve ser procurado para a realização de exames como parte da pesquisa básica de infertilidade.

 

Pesquisas apontam que, para casais em que a mulher tem até 35 anos de idade, a probabilidade mensal de que consigam engravidar é de 20%. Isso significa que cerca de 85% dos casais nessas condições devem obter êxito, dentro do tempo de espera necessário.

 

O tempo regular de espera varia conforme a idade da mulher. Para mulheres até os 35 anos de idade, o período a partir do qual se deve procurar orientação médica deve ser de pelo menos um ano, mantendo-se relações sexuais frequentes principalmente na janela fértil da mulher. A janela fértil, também conhecida como período de ovulação, acontece entre o 12˚e o 15˚ dia do ciclo menstrual para a maioria das mulheres.

 

Com o passar do tempo, especialmente depois que a mulher atinge 35 anos de idade, as chances de gravidez vão diminuindo gradativamente. Assim, o tempo de espera de uma gravidez espontânea para as mulheres de 35 a 38 anos passa a ser de seis meses. Dos 39 aos 40 anos, a espera é de quatro meses; dos 40 aos 43, três meses; e para as mulheres a partir dos 44 anos que querem engravidar, é de apenas dois meses.

 

Tempo de espera para gravidez

Estudos apontam que a dificuldade de engravidar atinge 11% das mulheres com mais de 35 anos de idade. A partir dos 40 anos, esse número triplica, chegando a 33%. E depois dos 45 anos, 87% das mulheres que querem engravidar já enfrentam alguma probabilidade de infertilidade.

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Passos, Eduardo Pandolfi. Quando a gravidez não acontece: perguntas e respostas sobre infertilidade. In: Infertilidade. P 15-16. 2007. 1˚Edição. Editora Artmed. Porto Alegre – RS.

PERGUNTAS FREQUENTES

Tenho muita dor de cabeça e cólica durante a pausa da pílula. É normal? O que pode ser feito?

Isso pode ocorrer com algumas mulheres e o motivo parece ser uma resposta à diminuição abrupta do estrogênio durante o período da pausa da pílula. Esse “fenômeno” é incomum e ocorre em uma minoria de mulheres. Existem possibilidades de tratamento sem a necessidade de suspensão do uso das pílulas. Seu ginecologista é a pessoa mais indicada para propor o melhor tratamento para o seu caso.

Ouvi falar sobre contracepção com estrogênio natural. O que é? Quais são os benefícios?

Quando utilizamos a palavra “natural” queremos dizer “proveniente da natureza” ou “não sintetizado em laboratório”. Este estrogênio não existe. Há, sim, o chamado estrogênio bioidêntico, que tem a mesma estrutura molecular do estrogênio sintetizado pelo ovário da mulher: o estradiol. Estudos estão sendo realizados para verificar se há diminuição dos riscos de eventos tromboembólicos (trombose) em relação aos anticoncepcionais que utilizam o etinilestradiol (estrogênio com estrutura molecular diferente daquela produzida pela mulher, ou seja, não bioidêntico).

Meu sangramento menstrual é muito intenso. Há alguma forma de reduzir o sangramento sem deixar de menstruar?

Existem diversas formas de diminuir o fluxo menstrual sem que haja prejuízo para sua saúde. Converse com seu médico para que juntos possam escolher qual a melhor opção para você.

Corro o risco de engravidar se estiver fazendo tratamento hormonal com acetato de ciproterona/EE?

Se você fizer o uso correto do medicamento, a chance de engravidar é mínima. O medicamento hormonal possui ação contraceptiva semelhante a das pílulas anticoncepcionais. O anticoncepcional oral tem o maior índice de eficácia contra a gravidez não planejada, depois dos dispositivos intrauterinos e injetáveis. Mas, essa eficácia é totalmente dependente do uso correto do medicamento, ou seja, de tomar no tempo correto, sem esquecimento, todos os dias necessários e aproximadamente no mesmo horário. Ao esquecer-se de tomar o comprimido, o índice de eficácia pode diminuir, aumentando as chances de concepção. Fora isso, a pílula ingerida regularmente bloqueia a ovulação a partir da sétima drágea – sendo eficaz na prevenção da gravidez.

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O FUNCIONAMENTO DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL - GINECO

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Veja como funciona a pílula anticoncepcional no corpo da mulher

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