OUTROS MÉTODOS

Além dos métodos apresentados, como camisinha, DIU, adesivo, pílula e ligadura de trompas, há outros métodos: a tabelinha, a pílula do dia seguinte e o método do muco cervical.

 

Tabelinha – O que é?

A tabelinha, também conhecida por método rítmico, é baseada no calendário mensal, para calcular o inicio e o fim do período fértil. Desse modo, a mulher tentará evitar relações sexuais nos períodos em que há maior chance de gravidez.

 

Esse método contraceptivo tem maior chance de funcionar para mulheres com ciclos regulares, mas ainda assim é pouco eficaz para prevenir a gravidez.

 

Teoricamente, a mulher é mais fértil no meio do seu ciclo. Ou seja, nos ciclos mais comuns com 28 a 30 dias, a fertilidade máxima seria entre o 12° e o 15º dia, contando como primeiro dia o início da menstruação. Mas isso é válido para quem quer engravidar, e não para quem quer prevenir a gravidez.

Outros métodos contraceptivos

 

Uma regra fácil para a tabelinha funcionar apropriadamente é a seguinte:

 

  • Anote em um calendário o primeiro dia da menstruação.
  • Marque em azul os dias em que você tem menos chances de engravidar: entre o 1º dia e o 9º dia da menstruação. Lembre-se: conte sempre a partir do 1º dia da menstruação.
  • Marque em vermelho os dias em que você provavelmente estará mais fértil: do 10º ao 19º.
  • Do 20º até a próxima menstruação, marque novamente em azul.

Veja o gráfico:

 

tabelinha

 

Para o funcionamento da tabelinha, lembre-se dessas dicas:

 

1. Não confie na memória.
2. Nunca conte a partir do último dia da menstruação. Isso não tem nenhum valor.
3. Há casos de mulheres que engravidam em qualquer época do ciclo, até mesmo durante a menstruação.

 

Pílula do dia seguinte – O que é?

A pílula do dia seguinte é uma anticoncepção de emergência. Consiste de um ou dois comprimidos com grande quantidade de hormônio (levonorgestrel), e tem como função evitar a ovulação e criar um ambiente desfavorável aos espermatozoides. Não deve ser usada de maneira habitual para evitar problemas com o ciclo menstrual.

 

O primeiro comprimido deve ser tomado em até 72 horas depois da relação sexual desprotegida, e caso haja um segundo, 12 horas após o primeiro. Seu uso deve ser apenas em caso de emergência, como um furo na camisinha.

 

Se ingerido o primeiro comprido até 24 horas após a relação, a pílula tem um índice de 5% de falha. Entre 25 e 48 horas, o índice de falha aumenta para 15% e entre 49 e 72 horas, o índice de falha chega a 42%.

 

O ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, formado pela Universidade de Campinas (Unicamp), lembra que quanto antes a mulher tomar os comprimidos, maiores são as chances de prevenir a gravidez. “O ideal é procurar um ginecologista ou obstetra nas primeiras 24 horas depois da relação sexual sem proteção”, diz. Ramos enfatiza que o método de emergência não pode ser usado no dia a dia. “É um recurso, como o nome diz, emergencial, e não deve ser banalizado, sob pena de trazer consequências futuras para a saúde reprodutiva da mulher”, afirma.

 

Método do muco cervical – O que é?

O método do muco cervical, também conhecido como método de Billings, baseia-se na observação da secreção do muco secretado pela vagina.

 

Após o período de menstruação, a vagina fica seca. Ao perceber a presença do muco cervical, que pode indicar fertilidade, a mulher deve evitar relações.

 

A mulher pode observar o aumento progressivo de muco, que atinge o seu pico durante a ovulação, quando fica grudento. Após a parada da secreção desse muco, a mulher deve permanecer em abstinência por três dias.

 

É um método contraceptivo pouco eficiente, pois inúmeras situações podem alterar a produção do muco e sua consistência. Não é recomendado para mulheres que não possuem um parceiro fixo.

 

Fonte: Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

PERGUNTAS FREQUENTES

Tomei diferentes tipos de pílulas e sempre tive efeitos colaterais, como dores de cabeça, perda do interesse sexual e nervosismo. Outros métodos hormonais que não sejam via oral podem melhorar esse efeito?

Os efeitos colaterais dos métodos anticoncepcionais hormonais, independentemente da via de administração, são variáveis de pessoa para pessoa. Consulte um médico, que lhe ajudará a escolher a melhor alternativa para seu caso.

Por quanto tempo dura o efeito da pílula de emergência?

A pílula de emergência só serve para fatos já acontecidos. Não protege para o futuro.

Corro o risco de engravidar se estiver fazendo tratamento hormonal com acetato de ciproterona/EE?

Se você fizer o uso correto do medicamento, a chance de engravidar é mínima. O medicamento hormonal possui ação contraceptiva semelhante a das pílulas anticoncepcionais. O anticoncepcional oral tem o maior índice de eficácia contra a gravidez não planejada, depois dos dispositivos intrauterinos e injetáveis. Mas, essa eficácia é totalmente dependente do uso correto do medicamento, ou seja, de tomar no tempo correto, sem esquecimento, todos os dias necessários e aproximadamente no mesmo horário. Ao esquecer-se de tomar o comprimido, o índice de eficácia pode diminuir, aumentando as chances de concepção. Fora isso, a pílula ingerida regularmente bloqueia a ovulação a partir da sétima drágea – sendo eficaz na prevenção da gravidez.

Ouvi falar sobre contracepção com estrogênio natural. O que é? Quais são os benefícios?

Quando utilizamos a palavra “natural” queremos dizer “proveniente da natureza” ou “não sintetizado em laboratório”. Este estrogênio não existe. Há, sim, o chamado estrogênio bioidêntico, que tem a mesma estrutura molecular do estrogênio sintetizado pelo ovário da mulher: o estradiol. Estudos estão sendo realizados para verificar se há diminuição dos riscos de eventos tromboembólicos (trombose) em relação aos anticoncepcionais que utilizam o etinilestradiol (estrogênio com estrutura molecular diferente daquela produzida pela mulher, ou seja, não bioidêntico).

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Diu de Cobre, Diu Hormonal (SIU) e Implante contraceptivo. Saiba mais sobre os métodos contraceptivos de longo prazo.

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