COMPORTAMENTO SEXUAL DOS BRASILEIROS

Comportamento sexual dos brasileiros

 

Menos da metade dos brasileiros usa camisinha em relações sexuais, segundo o Ministério da Saúde. Os dados são da última Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP). Segundo ela, cerca de 92,7 % dos entrevistados já tinha tido algum tipo de experiência com a prática sexual na vida, sendo que 81% tinha feito sexo nos 12 meses antes da pesquisa ser realizada. Continue a leitura para saber mais sobre o comportamento sexual dos brasileiros.

 

O conhecimento dos riscos das ISTs e hepatites virais

 

Nos últimos 10 anos, foram relatados cerca de 190 mil novos casos de HIV no país. Por isto, a pesquisa de comportamento sexual dos brasileiros abordou o conhecimento dos entrevistados sobre as propagação e riscos das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo as hepatites virais.

 

HIV – apesar da baixa porcentagem de usuários de camisinha com parceiros fixos, os dados mostraram que 94% das pessoas sabiam que os preservativos são a melhor forma de se manter protegidos do vírus do HIV durante as relações sexuais.

 

Comportamento sexual

Hepatites virais – sobre elas, o conhecimento dos entrevistados foi bem menor. Eles acertaram apenas entre 27 e 39% das questões apresentadas a respeito. O percentual de acertos foi pequeno também em relação às formas de transmissões dos diferentes tipos de hepatites, como o uso de equipamentos de manicure infectados ou até o consumo de alimentos ou água infectada.

 

Acesso às formas de prevenção de ISTs e hepatites virais

 

Segundo a pesquisa de comportamento sexual dos brasileiros, os preservativos são obtidos da seguinte forma:

 

  • Rede pública – cerca de 28% dos entrevistados obtêm preservativos gratuitamente nos serviços de saúde;
  • Farmácias – em torno de 26% dos entrevistados compram em farmácias.

 

A pesquisa também demonstrou que os homens tiveram mais acesso aos preservativos do que as mulheres.

 

Início da vida sexual

 

Cerca de 35% dos entrevistados entre 15 e 24 anos afirmou que havia iniciado a vida sexual antes dos 15. A porcentagem foi menor, cerca de 27%, entre os jovens adultos com idade entre 25 e 34 anos. Nos recortes considerando as regiões do país e nível de escolaridade dos entrevistados, não houve mudanças grandes nos dados.

 

  • Uso de preservativo – apesar do início precoce da vida sexual, 64% dos jovens entre 15 e 24 anos afirmaram terem usados preservativos na primeira experiência.

 

Perfil dos entrevistados sobre comportamento sexual

 

A pesquisa de comportamento sexual dos brasileiros foi realizada com cerca de 12 mil pessoas de todo o país, com idades entre 15 e 64 anos. Entre os pesquisados estavam pessoas com residência própria, que moravam em quartéis, bases militares, presídios, cadeia, colônias penais, asilos, hospitais e orfanatos, além de pessoas em situação de rua.

 

Referências

 

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira - PCAP 2013. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2016/pesquisa-de-conhecimentos-atitudes-e-praticas-na-populacao-brasileira-pcap-2013. Acesso em: 05.12.2020

 

Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasil registra queda no número de casos e de mortes por aids. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/brasil-registra-queda-no-numero-de-casos-e-de-mortes-por-aids. Acesso em: 05.12.2020

PERGUNTAS FREQUENTES

Qual é a porcentagem de eficiência da pílula anticoncepcional?

Se tomada corretamente, o índice de falha é 0,1%, a eficiência é 99,9%.

Gostaria de saber o que acontece se a pílula começa a ser tomada fora do período de menstruação.

Pode haver mudança no ciclo menstrual e não haverá proteção para evitar gravidez nesse mês.

O DIU é dolorido? É possível sentir o DIU colocado pelo ginecologista?

A colocação do DIU é um pouco dolorida. O DIU é colocado no consultório médico e a mulher sente uma leve cólica, igual a de uma menstruação. Após a colocação do DIU, a mulher, treinada e orientada pelo médico, pode sentir os fios do DIU na vagina.

Tenho endometriose e tomo anticoncepcional sem parar para não menstruar. Gostaria de saber se corro o risco de engravidar.

O risco de gravidez para quem utiliza o anticoncepcional de maneira correta e regular é muito baixo. Mas converse com seu médico a respeito dessa maneira de tomar a pílula.

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