DOENÇAS GINECOLÓGICAS DE VERÃO

A chegada da temporada mais quente do ano é motivo de alegria para as mulheres: muito sol, praia e piscina. O bronzeado é uma realidade, e a disposição para se divertir aumenta. Agora, é preciso ter cuidado porque as temperaturas mais quentes e as atividades que costumamos fazer nessa época propiciam o surgimento de doenças ginecológicas que podem significar um balde de água fria na sua curtição.

 

Todo o problema ocorre pela mudança do ambiente ginecológico causada pelos hábitos adotados durante as atividades típicas da estação. Em primeiro lugar, o uso de calcinhas de tecido sintético, bem como de trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes. Como essas roupas acabam “abafando” demais a área genital, a temperatura ali fica mais alta e a umidade também aumenta. Além disso, nos passeios que incluem piscina e praia, é muito comum ficar com o maiô molhado nas horas após o mergulho. Essa atitude também contribui para alterar as condições físicas da região, abrindo o caminho para a proliferação de micro-organismos prejudiciais à saúde.

 

Essa mudança de hábitos no verão causa um desequilíbrio na flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de doenças como a candidíase, a tricomoníase e a vaginose bacteriana.

 

Doenças Ginecológicas de Verão

A candidíase ocorre pela multiplicação de um fungo do gênero cândida, e pode ser transmitida sexualmente, embora não seja considerada uma doença sexualmente transmissível. Já a tricomoníase é uma IST causada pelo parasita Trichomonas vaginales. Por fim, a vaginose bacteriana é causada por uma bactéria chamada Gardnerella vaginalis, e não é considerada IST.

 

A dica para evitar essas doenças é optar por tecidos naturais e roupas com caimento mais leve no verão. Além disso, quando for à piscina ou praia, leve um biquíni reserva para trocar depois do banho – para evitar a umidade excessiva do local. Se você notar alguma alteração, como corrimento ou coceira local, procure um ginecologista.

 

Fonte:

VARELLA, Dráuzio. Sexualidade. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/sexualidade/. Acesso em 27/10/2013.

PERGUNTAS FREQUENTES

Pílula anticoncepcional engorda?

Essa é uma dúvida de muitas mulheres que pensam em tomar pílula. A resposta é não. Tomar pílula anticoncepcional não engorda. O que acontece é que os hormônios presentes em muitas delas podem favorecer a retenção de líquidos que acabam provocando o inchaço corporal, mas isso varia de organismo para organismo e de pílula para pílula. Quanto menos hormônio, menos efeitos colaterais o medicamento provoca. Algumas pílulas podem provocar mais retenção de líquidos que outras, dependendo do tipo de hormônio que ela contém.

É normal me sentir enjoada, com desconforto nos seios e ter sangramentos (spotting) quando comecei a tomar pílula?

No início do uso da pílula anticoncepcional é comum ocorrerem alguns desconfortos como enjoo, incômodo nos seios e pequenos sangramentos. Recomenda-se não tomar a pílula de estômago vazio para amenizar estes sintomas. Sobre os sangramentos de escape ou spotting são mais comuns em mulheres que usam pílulas com baixa dosagem hormonal, que no início ainda não fornecem estímulo hormonal suficiente para cicatrizar a camada interna do útero logo após o término da menstruação. Esses sintomas variam de mulher para mulher e devem cessar em poucos meses, pois trata-se de um processo de adaptação do corpo ao hormônio que está sendo ingerido, e isso é normal. Caso esses sintomas não desapareçam em três meses, procure seu ginecologista.

Onde posso saber mais sobre o DIU Hormonal?

Para saber mais sobre o tratamento com o DIU Hormonal, consulte seu médico. Ele poderá fornecer informações adicionais a você e a seu parceiro.

Quando não devo usar o DIU Hormonal?

O DIU Hormonal não deve ser utilizado na presença de qualquer uma das condições descritas a seguir:

  • Doença inflamatória pélvica atual ou recorrente (infecção dos órgãos reprodutores femininos);
  • Ocorrência ou suspeita de gravidez;
  • Infecção do trato genital inferior;
  • Infecção do útero após parto;
  • Infecção do útero após um abortamento ocorrido durante os últimos 3 meses;
  • Infecção do colo do útero;
  • Anormalidades celulares no colo do útero;
  • Ocorrência ou suspeita de câncer do colo do útero ou do útero;
  • Tumores que dependem do hormônio progestógeno para se desenvolver;
  • Sangramento vaginal anormal não diagnosticado;
  • Anormalidade do colo do útero ou do útero, incluindo leiomiomas, se estes causarem deformação da cavidade uterina;
  • Condições associadas com aumento de susceptibilidade a infecções;
  • Presença de doença hepática ou tumor hepático;
  • Hipersensibilidade ao medicamento ou a qualquer constituinte do produto.
VER TUDO

VÍDEOS

QUAIS SÃO AS CAUSAS DAS INFECÇÕES VAGINAIS? – GINECO RESPONDE EP.02

QUAIS SÃO AS CAUSAS DAS INFECÇÕES VAGINAIS? – GINECO RESPONDE EP.02

YYMMDD Author/Uploaded by

A Dra Iara Linhares — CRM 29034comenta quais são os comportamento e fatores que causam a infecção vaginal.

LER MAIS

ARTIGOS RELACIONADOS

NEWSLETTER

Para receber mais informações,
digite seu nome e e-mail.

As opiniões acima possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta a seu médico de confiança.

 

Não é finalidade deste site a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de diagnóstico aos usuários, tarefa esta reservada unicamente ao seu respectivo médico de confiança.