CONTRACEPÇÃO PODE SALVAR VIDAS: A HISTÓRIA DOS MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

Desde os primórdios que a humanidade busca formas de prevenir gestações não planejadas. Os egípcios foram reconhecidos como a primeira civilização a utilizar métodos contraceptivos. Entre os mais utilizados na época constavam esponjas ou tampões vaginais embebidos em substâncias que neutralizavam os espermatozoides.

 

A necessidade de métodos contraceptivos mais eficazes e de fácil utilização aumentou conforme as mulheres passaram a desejar independência. Em 1921, a doutora Marie Stopes da Escócia declarou que “Nenhuma mulher pode se considerar livre até que ela possa, conscientemente, escolher se ela será ou não será mãe”.

 

A primeira pílula contraceptiva foi aprovada para comercialização nos Estados Unidos em 1960. Atualmente, as pílulas são utilizadas por mais de 100 milhões de mulheres em todo mundo.

 

Mesmo com os avanços e o surgimento de métodos cada vez mais eficazes e com menos eventos adversos e administrados de outras formas e não somente pela via oral, apesar da popularização do e constante trabalho educacional, ainda encontramos muitas mulheres que não conseguem evitar uma gravidez não planejada.

 

Contracepção pode salvar vidas: A história dos métodos anticoncepcionais

Estima-se que 37,3% das mulheres, com idade entre 15 e 49 anos, que estão em um relacionamento estável não evitam a gravidez de forma alguma! Essa taxa aumenta ainda mais se olharmos somente para os países emergentes.

 

Se todas as mulheres residentes em países emergentes que desejam evitar a gravidez utilizassem métodos contraceptivos eficazes, o número de mortes maternas cairia em 30%. Acredita-se que em 2008, os contraceptivos evitaram mais de 250 mil mortes maternas ao redor do mundo por evitar gestações não planejadas. Isso representa 40% do total das 355 mil mortes maternas que ocorreram naquele ano. Além disso, os métodos contraceptivos também podem melhorar a sobrevivência do recém-nascido por aumentar o intervalo entre as gestações. Um intervalo curto entre uma gravidez e outra está relacionado a maior ocorrência de partos prematuros e de recém-nascidos com baixo peso.

 

Por causa de todos esses motivos, se você não deseja engravidar, procure o seu médico e escolha junto com ele qual o melhor método anticoncepcional para você.

 

Dra. Thaís Emy Ushikusa
Ginecologista e obstetra.

 

Fontes:

Contraception and health, John Cleland e colaboradores. The Lancet, 2008.
History of oral contraceptive drugs and their use worldwide, Sophie Christin-Maitre. Research Clinical endocrinology and metabolism, 2013.

PERGUNTAS FREQUENTES

Posso amamentar durante o uso do DIU Hormonal?

Pode-se amamentar durante o uso do produto. A utilização de métodos contendo apenas progestogênio (como é o caso do DIU Hormonal) não parece afetar a quantidade ou a qualidade do leite materno nem causar qualquer efeito deletério sobre o crescimento ou desenvolvimento do lactente.

Posso engravidar após interromper o uso do DIU Hormonal?

Sim. Após a remoção, não há alteração da fertilidade existente antes da inserção, podendo ocorrer a gravidez já durante o primeiro ciclo menstrual após a remoção do DIU Hormonal.

Por quanto tempo posso usar o DIU Hormonal?

O DIU Hormonal possui ação contraceptiva por 5 anos, sendo que, após este período, o sistema deve ser retirado. Se desejar, um novo pode ser inserido imediatamente após a remoção do anterior.

O que fazer caso queira engravidar ou remover o DIU Hormonal por outra razão?

O DIU Hormonal pode ser facilmente removido a qualquer momento pelo seu médico e geralmente esta remoção é um procedimento indolor. A fertilidade é recuperada após a remoção do DIU Hormonal. Se não desejar engravidar, o DIU Hormonal não deve ser removido após o 5º dia do ciclo menstrual, a menos que outro método contraceptivo seja iniciado pelo menos 5 dias antes da remoção. Quando a mulher não apresenta sangramento, recomenda-se o uso de método contraceptivo de barreira por 5 dias antes da remoção e até que sua menstruação retorne. Um novo DIU Hormonal também pode ser inserido imediatamente após a remoção do anterior e, neste caso, não é necessária qualquer proteção adicional. O tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do seu médico.

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