Entre os cuidados promovidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está a oferta gratuita de métodos contraceptivos. O objetivo é auxiliar a população no planejamento familiar, permitindo que as pessoas decidam livremente se querem ou não ter filhos e quando tê-los.¹

Uma gravidez não planejada  promove diversos impactos para a mulher, a família e até para o serviço de saúde pública. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50% das gestações em todo o mundo não são planejadas.²

Além disso, a disponibilização gratuita de métodos de contracepção contribui para a independência e empoderamento das mulheres em relação à sua saúde reprodutiva e ginecológica.1

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Contraceptivos disponíveis no SUS

O SUS oferece diferentes métodos contraceptivos, que devem ser escolhidos de acordo com as condições de saúde e necessidade de cada paciente. Confira a seguir.¹

  • anticoncepcional oral combinado;
  • anticoncepcional injetável combinado (aplicação mensal);
  • anticoncepcional injetável de progesterona (aplicação trimestral);
  • pílula de progesterona isolada;
  • DIU de cobre;
  • DIU hormonal (em algumas localidades e sob critérios específicos)*
  • contracepção oral de emergência (a “pílula do dia seguinte”);
  • preservativos masculinos e femininos;
  • implante subdérmico.

 

Um dos aspectos a se considerar para a escolha do contraceptivo é a sua eficácia, que pode variar de acordo com o uso: é maior quando o anticoncepcional é usado de forma correta e consistente (sem esquecimento, por exemplo) e menor quando utilizado da forma habitual (com esquecimentos pontuais, por exemplo). Confira na tabela a seguir a taxa de falha de cada método.¹

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Taxa de falha do método cotraceptivo¹

MétodoNº de gestações por 100 mulheres/ano (uso correto e consistente)Nº de gestações por 100 mulheres/ano (uso habitual)
Injetável combinado (mensal)0,053
Implante0,10,1
Esterilização masculina (vasectomia)0,10,15
Injetável de progestagênio (trimestral)0,24
Anticoncepcional oral combinado0,37
Pílula de progestagênio isolado0,37
Esterilização feminina (laqueadura)0,50,5
DIU hormonal0,50,7
DIU de cobre0,60,8
Amenorreia induzida pela lactação (por 6 meses após o parto)0,92
Pílula do dia seguinte1Sem dados
Camisinha masculina213
Coito interrompido420
Camisinha feminina521
Nenhum método8585
TabelinhaSem evidências científicas15

Figura adaptada de Brasil. Ministério da Saúde. Anticoncepcionais disponíveis no SUS.1

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Laqueadura e vasectomia pelo SUS

Além dos métodos reversíveis, como os citados anteriormente, o SUS também oferece os procedimentos cirúrgicos para esterilização feminina (laqueadura) e masculina (vasectomia), de acordo com as diretrizes da Lei nº 14.443/23.³

O texto determina que homens e mulheres podem solicitar esses tipos de esterilização a partir dos 21 anos de idade ou quando já possuem dois filhos. Porém, é preciso aguardar 60 dias entre a manifestação da vontade e a cirurgia, para que haja tempo da pessoa refletir e diminuir assim o risco de arrependimentos.1,4


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Como receber métodos contraceptivos pelo SUS?

O primeiro passo para solicitar qualquer tipo de contracepção é procurar atendimento em uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que faz parte da Atenção Primária à Saúde (ATS), considerada uma das “portas de entrada” do SUS.5

A UBS fornecerá orientações sobre consulta médica e prescrições. Preservativos masculinos e femininos estão disponíveis em todas as UBSs gratuitamente, sem restrição de quantidade, e não é necessário apresentar nenhum documento para retirada.6

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O DIU hormonal está disponível?

O DIU hormonal  também é oferecido pelo SUS, em algumas localidades e de acordo com protocolos específicos.7


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Apenas um método é suficiente?

Para garantir uma prevenção mais completa contra gravidez não planejada, o Ministério da Saúde recomenda a dupla proteção: o uso de um tipo de anticoncepcional associado a um método de barreira (camisinha masculina ou feminina).¹

Vale ressaltar que somente os preservativos são capazes de evitar as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).¹

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Como escolher o método contraceptivo?

A decisão de qual método contraceptivo usar deve ser feita com o auxílio de um profissional de saúde, que irá considerar condições clínicas da paciente, necessidades individuais e comprovações científicas dos métodos.¹ 

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Para lembrar

  • O SUS disponibiliza gratuitamente diversos métodos contraceptivos como forma de auxiliar no planejamento familiar da população.¹
  • Laqueadura e vasectomia também estão disponíveis no SUS para pessoas acima de 21 anos de idade ou que já tenham dois filhos.4
  • Nas UBSs é possível retirar preservativos gratuitos e obter orientações sobre todos os métodos contraceptivos.6
  • O DIU hormonal é oferecido pelo SUS em algumas localidade e seguindo critérios específicos.7*
  • Para evitar gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis, recomenda-se a dupla proteção: um método anticoncepcional mais a camisinha.¹

*Verifique a disponibilidade do DIU hormonal no seu município. Sujeito a critérios de elegibilidade. Antes de utilizar qualquer medicamento, procure orientação médica.

 

Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Anticoncepcionais disponíveis no SUS [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 set 16].

2. Relatório da ONU mostra que 50% de gravidezes no mundo não são planejadas e acabam em abortos [internet]. São Paulo: Jornal da USP; [s.d.] [citado 2025 set 16].

3. Brasil. Presidência da República. Lei nº 14.443, de 2 de setembro de 2022. Altera a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, para determinar prazo para oferecimento de métodos e técnicas contraceptivas e disciplinar condições para o planejamento familiar [internet]. Brasília: Presidência da República; 2022 set 2 [citado 2025 set 17].

4. Brasil. Ministério da Saúde. Idade para realização de laqueadura e vasectomia passa de 25 para 21 anos [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2023 mar [citado 2025 set 16].

5. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção Primária — Secretaria de Atenção Primária à Saúde, composição — SAPS [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 set 17].

6. Brasil. Ministério da Saúde. Para aumentar uso de preservativos no país, Ministério da Saúde diversifica oferta de camisinhas no SUS [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2025 ago 13 [citado 2025 set 17].

7. Conselho Federal de Farmácia. DIU hormonal é incorporado ao SUS como tratamento para endometriose [internet]. Brasília: Conselho Federal de Farmácia; 2025 jun 16 [citado 2025 set 16].

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1961-1 | Outubro 2025

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