tratamento hormonal da acne

Tratamento hormonal da acne: funciona?

A acne, caracterizada pelo surgimento de cravos, cistos e espinhas, é muito comum. Como pode deixar cicatrizes, as marcas da pele acneica tendem a perdurar muito depois da adolescência, gerando problemas de autoestima em pessoas de todas as idades. Além disso, 5% da população feminina continua tendo acne até por volta dos 35 anos! Mas além das soluções cosméticas, as mulheres podem contar também com o tratamento hormonal da acne. Veja como funciona.

Ao se deparar com uma paciente  queixando-se de acne, o médico vai investigar a possível causa e a gravidade do caso. Em geral, o tratamento hormonal é indicado para acne moderada a severa, e pode ser feito por meio de alguns contraceptivos hormonais orais, mais conhecidos por pílulas anticoncepcionais. Isso mesmo, a pílula pode e é muitas vezes indicada pelo ginecologista ou dermatologista para tratar a pele acneica. Muitas mulheres, inclusive, percebem essa propriedade da pílula por acaso: começam a tomá-la buscando a prevenção da gravidez e ganham o benefício extra de uma pele mais bonita.

Esse medicamento vai atuar na circulação dos androgênios, hormônios que contribuem para o surgimento da acne ao atuarem sobre o folículo piloso e na glândula sebácea. Como a pílula diminui a produção e a ação dos androgênios, os resultados na pele da paciente costumam ser bastante visíveis. Estudos comprovam que seu uso reduz o número e a gravidade das lesões. Para confirmar o efeito antiacne do anticoncepcional, a autoavaliação da pele é fundamental para constatar a melhora. Ou seja, quem realmente importa, aprovou o tratamento: as usuárias!

Se você está pensando em tratar a acne, procure um médico. Tenha sempre em mente que para fazer o tratamento mais eficaz e seguro, é preciso uma avaliação profissional.

Fontes:

BAGNOLI V. R. et al. Revisão: Tratamento hormonal da acne baseado em evidências. Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Revista FEMINA N. 11 Vol. 38.  São Paulo, Novembro de 2010.

L.BR.03.2014.1649