PERIMENOPAUSA

A menopausa é um momento da vida da mulher que a maioria das pessoas conhece, mas e a perimenopausa? Já ouviu falar? O prefixo grego “peri” quer dizer “ao redor de”, “em torno de”. Pois então, perimenopausa, é o que acontece com o corpo feminino quando está chegando a menopausa (última menstruação).
O ginecologista e obstetra Dr. Fábio Cabar explica melhor: “ A perimenopausa é um período que pode durar alguns anos (não tem duração definida) e que antecede a menopausa. Representa uma transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher”.
E para não ter dúvidas, ele acrescenta: “Climatério, por outro lado, representa o período em que não há mais atividade reprodutiva ovariana, e em que já se encerraram os ciclos ovulatórios e menstruais. É um período fisiológico e é confirmado 12 meses após a última menstruação (menopausa)”.

 

Sintomas

O processo que encerra a fase reprodutiva feminina é lento e, para a maioria das mulheres, estressante. No site da SOGESP – Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, é explicado que o desequilíbrio nos níveis de estrogênios e progesterona em circulação no organismo feminino pode causar sintomas desagradáveis até dez anos antes da última menstruação (menopausa), mesmo de forma leve, mas é a partir dos 45 anos em geral que os efeitos desse desequilíbrio começam a se fazer notar. O desaparecimento dos folículos ovarianos aumenta por volta dessa idade e as chances de ovulação diminuem 50% a cada ciclo. O ritmo da oscilação dos níveis hormonais bem como a sensibilidade de cada mulher são os fatores responsáveis pela intensidade maior ou menor dos sintomas.

Perimenopausa

Em outras palavras, a perimenopausa é caracterizada pela produção deficiente de hormônios pelos ovários, especialmente dos estrogênios. “A carência desse hormônio pode levar ao aparecimento de sintomas e sinais físicos e emocionais que trazem desconforto”.
Entre eles, o Dr. Fábio Cabar cita: irregularidades menstruais, ressecamento vaginal, aumento da sensibilidade mamária, alterações do peso corporal, fogachos (ondas de calor), distúrbios do sono (especialmente insônia), perda urinária involuntária, queda de cabelo, ressecamento e perda de elasticidade da pele, fadiga, alterações de humor como depressão e irritabilidade, déficit de memória, dificuldade de lidar com o estresse, diminuição da libido e dificuldade de concentração..
O diagnóstico da perimenopausa é clínico e depende da identificação dos sinais e sintomas descritos, especialmente a irregularidade menstrual. “As dosagens hormonais são pouco úteis para o diagnóstico, uma vez que os hormônios envolvidos apresentam grande irregularidade e flutuação nessa fase”, explica o médico.

 

Tratamento

Segundo o Dr. Fábio Cabar, a terapia hormonal, com a reposição dos hormônios ovarianos que estão sendo produzidos de maneira deficiente nesse período, é a opção proeminente. No entanto, ele alerta que existem riscos, indicações e contraindicações para a utilização desses hormônios. Também podem ser utilizados compostos não hormonais, tais como antidepressivos, fitoestrogênios (como aqueles presentes na soja) e inibidores de serotonina.
“Deve-se, no entanto, lembrar que existem outras modalidades não farmacológicas, para a abordagem terapêutica, como: manutenção de um estilo de vida saudável por meio da prática regular de atividade física e de alimentação saudável, com supressão de hábitos considerados prejudiciais – tais como tabagismo e ingestão excessiva de bebidas alcoólicas”, complementa.
Além disso, merece destaque a importância do tratamento adequado de outras doenças que podem aparecer neste período de vida da mulher como a hipertensão arterial, o diabetes e a osteoporose.

 

Dúvidas

A seguir, o Dr. Fábio Cabar responde algumas dúvidas a respeito desse período:

 

A perimenopausa afeta a vida sexual? “Conforme dito acima, sintomas físicos (ressecamento vaginal, por exemplo) e emocionais (diminuição da libido, irritabilidade, alterações do humor), presentes nessa fase da vida, podem dificultar (mas não impedir) uma vida sexual satisfatória.”

 

É possível engravidar nesse período? “Apesar de ser fenômeno infrequente, a mulher que se encontra na perimenopausa, a despeito da produção hormonal deficiente e da ovulação irregular, ainda pode engravidar. A gravidez, nesse período, deve ser considerada de risco e, portanto, acompanhada por médicos bem preparados e por equipe multiprofissional.”

 

Fontes:

– Dr. Fábio Cabar – CRM 97391-SP. Ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana assistida e gestação de alto risco. Elo Clínica de Saúde (São Paulo, SP). Mestre e Doutor em Obstetrícia e Ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP) e título de especialista pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Membro titular da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp), da Febrasgo, da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE).
TUASAUDE. Pré-menopausa: o que é, sintomas e o que fazer. Disponível em: https://www.tuasaude.com/pre-menopausa/ - acessado em 11.02.2021

PERGUNTAS FREQUENTES

Posso amamentar durante o uso do DIU Hormonal?

Pode-se amamentar durante o uso do produto. A utilização de métodos contendo apenas progestogênio (como é o caso do DIU Hormonal) não parece afetar a quantidade ou a qualidade do leite materno nem causar qualquer efeito deletério sobre o crescimento ou desenvolvimento do lactente… 

Posso engravidar após interromper o uso do DIU Hormonal?

Sim. Após a remoção, não há alteração da fertilidade existente antes da inserção, podendo ocorrer a gravidez já durante o primeiro ciclo menstrual após a remoção do DIU Hormonal. 

Por quanto tempo posso usar o DIU Hormonal?

O DIU Hormonal possui ação contraceptiva por 5 anos, sendo que, após este período, o sistema deve ser retirado. Se desejar, um novo pode ser inserido imediatamente após a remoção do anterior. 

O que fazer caso queira engravidar ou remover o DIU Hormonal por outra razão?

O DIU Hormonal pode ser facilmente removido a qualquer momento pelo seu médico e geralmente esta remoção é um procedimento indolor. A fertilidade é recuperada após a remoção do DIU Hormonal. Se não desejar engravidar, o DIU Hormonal não deve ser removido após o 5º dia do ciclo menstrual, a menos que outro método contraceptivo seja iniciado pelo menos 5 dias antes da remoção. Quando a mulher não apresenta sangramento, recomenda-se o uso de método contraceptivo de barreira por 5 dias antes da remoção e até que sua menstruação retorne. Um novo DIU Hormonal também pode ser inserido imediatamente após a remoção do anterior e, neste caso, não é necessária qualquer proteção adicional. O tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do seu médico. 

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