Coloquei o DIU, e agora?

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Coloquei o DIU, e agora?

Desvendando mitos e verdades sobre a pós-inserção

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Desvendando mitos e verdades sobre a pós-inserção

 

A decisão de adotar o DIU como método contraceptivo pode gerar dúvidas e preocupações, especialmente em relação ao período pós-inserção. Questões sobre a prática de exercícios físicos, vida sexual e necessidade de repouso frequentemente surgem, alimentando mitos que podem gerar apreensão.

Mas com informação de qualidade é possível desmistificar essas preocupações sobre os cuidados pós-inserção do DIU para tranquilizar quem considera ou já optou por esse método contraceptivo.

 

Mito 1: Exercícios físicos são proibidos1

Um dos mitos comuns após a inserção do DIU é a ideia de que atividades físicas intensas devem ser evitadas. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)1 destaca em suas diretrizes que não há restrições significativas em relação a atividades físicas após a inserção do DIU. Portanto, é possível manter uma rotina de exercícios sem preocupações excessivas, respeitando o próprio conforto e limitações individuais.

 

Mito 2: Vida sexual comprometida

Um equívoco frequente é o temor de que a vida sexual seja afetada após a inserção do DIU. A inserção do DIU não compromete a vida sexual e, ao contrário, oferece uma opção contraceptiva eficaz para mulheres que desejam evitar a gravidez.2

 

Mito 3: Repouso prolongado é necessário

Algumas mulheres têm receio de que a inserção do DIU exija repouso prolongado. Entretanto, a orientação médica geralmente não recomenda um período extenso de repouso. Após a inserção, as mulheres podem retomar suas atividades cotidianas normalmente, evitando apenas esforços intensos e atividades que causem desconforto.1

 

Para sanar qualquer dúvida, converse

Ao desmistificar mitos e apresentar verdades sobre os cuidados pós-inserção do DIU, buscamos oferecer informações confiáveis que auxiliem as mulheres nesse processo.

A prática de exercícios, a vida sexual e o repouso após a inserção do DIU podem ser abordados com base em evidências médicas, proporcionando confiança e tranquilidade para quem escolher esse método contraceptivo eficaz e de longa duração. Conversar com quem cuida da sua saúde reprodutiva é sempre recomendado para obter orientações personalizadas e esclarecer dúvidas específicas.

 

Infográfico Dezembro 2023

 

Referências:

1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

2. Caruso, S.; Palermo, G.; Caruso, G.; Rapisarda, A.M.C. How Does Contraceptive Use Affect Women’s Sexuality? A Novel Look at Sexual Acceptability. J. Clin. Med. 2022, 11, 810. https://doi.org/10.3390/jcm11030810

 

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Eficácia silenciosa dos DIUs

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Eficácia silenciosa dos DIUs

Entenda como agem estes discretos métodos contraceptivos

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Entenda como agem estes discretos métodos contraceptivos

 

Quando o assunto é contracepção, é comum que as mulheres busquem métodos que ofereçam segurança, eficácia e, claro, praticidade. Os DIUs se destacam nesse cenário, mas surge uma dúvida frequente: "Se eu não sinto, não vejo e não tomo alguma ação, o DIU realmente funciona?"

Entenda como o DIU opera, mesmo de forma silenciosa, proporcionando segurança e eficácia contraceptiva. Compreenda como ele age, oferecendo segurança e liberdade para as mulheres que não desejam tomar pílulas anticoncepcionais diariamente, por exemplo.

 

O funcionamento silencioso do DIU

O DIU é um pequeno dispositivo inserido no útero, onde atua como uma barreira física para impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozóide.1 O que o torna um método contraceptivo atrativo é, justamente, sua capacidade de oferecer proteção de longa duração sem a necessidade de ações diárias.

O mecanismo de ação do DIU pode ser considerado "silencioso" porque não envolve a administração diária de hormônios ou a necessidade de lembrar de tomar uma pílula no mesmo horário todos os dias. Uma vez inserido, o DIU começa a agir imediatamente e permanece ativo entre 5 e 10 anos.1-2

 

Confiança baseada em evidências

A eficácia do DIU tanto de cobre quanto hormonal é comprovada por diversos estudos clínicos e revisões sistemáticas, sendo considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis.3 A taxa de falha do DIU, ou seja, a probabilidade de uma gravidez ocorrer enquanto o DIU está corretamente inserido, é extremamente baixa, variando de 0,1% a 0,8%, dependendo do tipo de DIU.1-2

Essas estatísticas respaldam a confiabilidade do método, mesmo que a mulher não sinta ou veja qualquer mudança perceptível em seu corpo.1-2

 

Garantindo a eficiência

Apesar do funcionamento silencioso do DIU, é fundamental destacar a importância do acompanhamento profissional. A inserção do DIU deve ser realizada por um profissional de saúde qualificado para garantir sua correta colocação no útero.

Além disso, consultas de acompanhamento regulares, ou de acordo com a recomendação médica, são essenciais para verificar a posição do DIU e garantir sua eficácia contínua.2 Com o DIU, as mulheres ganham não apenas um método contraceptivo eficaz, mas também uma valiosa liberdade no seu cotidiano.

 

Referências:

1. Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16.

2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

3. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

 

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Libido em alta e o que isso tem a ver com o DIU

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Libido em alta e o que isso tem a ver com o DIU

 

O calor do verão não apenas eleva as temperaturas, mas também pode ter um impacto notável no aumento do desejo sexual, a chamada libido. Não é "fake news".

Mas o que pode ser "fake news" é a ideia de que o DIU é um método contraceptivo que pode afetar a libido. Isso não é verdade. Entenda o porquê.

 

O calor e a libido

O verão é uma estação conhecida por despertar sensações de vitalidade, energia e, sim, aumentar a libido. Diversos fatores contribuem para esse fenômeno, desde a exposição ao sol, que aumenta a produção de vitamina D e melhora o humor, até a sensação de leveza proporcionada pelas roupas mais leves e pelos dias mais longos.1

Estudos destacam que a exposição ao sol está diretamente relacionada a níveis mais elevados de testosterona em homens e mulheres. A testosterona, conhecida como o hormônio do desejo, desempenha um papel crucial na regulação da libido. Portanto, é seguro dizer que o sol do verão pode ter um impacto positivo no desejo sexual.1

 

Libido e métodos contraceptivos

A chegada do verão pode levar as pessoas a questionarem seus métodos contraceptivos, seja por um aumento nas atividades sociais ou pela busca por maior conforto. Entretanto, é fundamental esclarecer que essa preocupação não se aplica aos DIUs2.

Ao contrário de alguns métodos hormonais, como pílulas anticoncepcionais2, que podem influenciar a libido de algumas mulheres, os DIUs não interferem nos níveis hormonais de maneira significativa.

 

DIU e a libido

Ao abordar a relação entre o DIU e a libido, é crucial destacar as evidências científicas. Estudos afirmam que não há diferença significativa na função sexual ou no desejo entre mulheres que usam o DIU de cobre ou hormonais e aquelas que não utilizam métodos contraceptivos.3

 

Escolha consciente para todas as estações

Ao considerar um método contraceptivo, é essencial fazer uma escolha consciente que atenda às necessidades individuais e preserve a qualidade de vida sexual. Os DIUs se destacam por não terem impacto da libido, mas também por possuírem eficácia de mais de 99% e pela comodidade.3

É importante salientar que, embora os DIUs sejam uma excelente escolha para muitas mulheres, a decisão sobre o método contraceptivo ideal deve ser discutida com quem cuida da sua saúde reprodutiva. Cada mulher é única, e as necessidades individuais podem variar, tornando a orientação profissional essencial para uma escolha informada.

 

Referências:

1. Kontula O, Väisälä L. Miten kesävaikuttaa seksuaaliseen haluun? [How does summer affect sexual desire?]. Duodecim. 2013;129(13):1375-8. Finnish. PMID: 23901739.

2. Journal of Sexual Medicine - DIU hormonal e libido

3. Caruso, S.; Palermo, G.; Caruso, G.; Rapisarda, A.M.C. How Does Contraceptive Use Affect Women’s Sexuality? A Novel Look at Sexual Acceptability. J. Clin. Med. 2022, 11, 810. https://doi.org/10.3390/jcm11030810

 

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O DIU é reversível?

Desmistificando uma dúvida de muitas mulheres

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Desmistificando uma dúvida de muitas mulheres

 

O dispositivo intrauterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração, que pode durar de 5 a 10 anos1, dependendo do tipo. Apesar de ser um método contraceptivo eficaz, o DIU ainda é cercado por mitos e dúvidas. Um dos mitos mais comuns é que o DIU pode dificultar uma gravidez natural quando a mulher decide engravidar e opta por retirá-lo.

 

Mas essa afirmação é falsa2. Entenda.

 

Como funcionam os DIUs?

 

  • O DIU hormonal libera progesterona no útero, que engrossa o muco cervical, dificulta a passagem dos espermatozoides e impede a fecundação.3
  • O DIU de cobre libera íons de cobre no útero, que alteram o muco cervical e dificultam a passagem dos espermatozoides. Além disso, o cobre também pode impedir a fertilização do óvulo.4

 

Mas esse método é reversível?

Sim, o DIU é reversível. Pode ser retirado a qualquer momento, sem afetar a fertilidade da mulher. A retirada do DIU é um procedimento simples, que pode ser realizado pelo médico ou enfermeiro em consultório.2

 

Desafios na compreensão da reversibilidade do DIU

Muitas mulheres ainda não entendem completamente essa característica do DIU, o que pode resultar em receios infundados e na escolha de métodos contraceptivos menos eficazes. Um estudo recente publicado no Journal of Family Planning and Reproductive Health Care5 revelou que apenas 40% das mulheres entrevistadas compreendiam completamente a reversibilidade do DIU.

 

Mitos e informações equivocadas que chegam por aí

Várias razões contribuem para a perpetuação do mito da irreversibilidade do DIU. Algumas mulheres podem ter recebido informações imprecisas de fontes não confiáveis, enquanto outras podem ter confundido o DIU com métodos permanentes de esterilização. É fundamental abordar esses mitos, proporcionando informações claras e baseadas em evidências.

 

Na dúvida, converse com quem entende sobre o assunto

Além de desmistificar a reversibilidade do DIU, é crucial destacar a importância da orientação profissional ao escolher ou modificar métodos contraceptivos. A decisão de remover o DIU deve ser feita em consulta com um profissional de saúde, que pode discutir opções alternativas e avaliar o momento mais adequado para a remoção, considerando o seu planejamento familiar.

 

Referências:

1. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

2. Machado RB, Monteiro IM, Magalhães J, Guazzelli CA, Brito MB, Lubianca JN, et al. Aspectos atuais dos contraceptivos reversíveis de longa ação. In: Contracepção reversível de longa ação. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO): 2022. [Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, no. 1/Comissão Nacional de Anticoncepção].https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/SerieZ1-2022-Contracepcao.pdf

3. Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16.

4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

5. Linton E, Mawson R, Hodges V, et alUnderstanding barriers to using long-acting reversible contraceptives (LARCs) in primary care: a qualitative evidence synthesisBMJ Sexual & Reproductive Health 2023;49:282-292.

 

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DIU x Fertilidade

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DIU x Fertilidade 

Desmistificando teorias com informação de qualidade

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Desmistificando teorias com informação de qualidade

 

Existe um mito comum de que o uso do DIU pode afetar negativamente a fertilidade. Este mito é completamente infundado e não é apoiado por evidências científicas. Vamos provar.

 

O que estudos dizem x o senso comum

 

A fertilidade geralmente retorna ao normal assim que o DIU é removido. Um estudodemonstrou que as taxas de fertilidade após a remoção do DIU eram comparáveis às taxas de mulheres que nunca usaram um DIU. Este estudo envolveu 1.510 mulheres de 10 países diferentes e mostrou que 83,1% das mulheres que tentaram engravidar após a remoção do DIU conseguiram dentro de um ano.1

 

Outro estudo também apoiou essas conclusões. Realizado com 61.448 mpheres que usaram DIU, a pesquisa encontrou uma taxa de gravidez de 79,4% dentro de 12 meses após a remoção do DIU.

 

DIU hormonal, de cobre a fertilidade

 

Os dois tipos de DIU não afetam permanentemente a fertilidade. O DIU de cobre libera íons de cobre que são tóxicos para o esperma, impedindo a fertilização3.

 

Já o DIU hormonal libera progestágeno, que espessa o muco cervical, dificptando a passagem do esperma.4 O DIU é um método contraceptivo reversível, ou seja, a fertilidade da mpher geralmente retorna ao normal assim que ele é removido4.

 

No entanto, é importante ressaltar que a idade, a saúde geral e outros fatores podem influenciar a capacidade de uma mulher conceber.

 

Por que desmistificar é importante?

 

Desmistificar o mito de que o DIU afeta a fertilidade feminina. As evidências científicas mostram que a fertilidade geralmente retorna ao normal assim que o DIU é removido, com taxas de gravidez comparáveis às de mulheres que nunca usaram um DIU4.

 

Se você está considerando o DIU como um método contraceptivo, converse com a sua ginecologista para discutir suas preocupações e fazer a melhor escolha.

 

Referências:

1. Hubacher, D., Lara-Ricalde, R., Taylor, D. J., Guerra-Infante, F., & Guzmán-Rodríguez, R. (2001). Use of copper intrauterine devices and the risk of tubal infertility among nulligravid women. New England Journal of Medicine, 345(8), 561-567.

2. Sivin, I., Stern, J., Coutinho, E., Mattos, C. E. R., & el Mahgoub, S. (1991). Prolonged intrauterine contraception: a seven-year randomized study of the levonorgestrel 20 mcg/day (LNg 20) and the Copper T380 Ag IUDS. Contraception, 44(5), 473-480.

3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). (2016). US Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 2016. MMWR Recomm Rep 65(3):1-103.

4. Tepper, N. K., et al. (2016). Safety of Intrauterine Devices Among Young Women: A Systematic Review. Contraception, 93(2), 89–95.

 

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Mitos e verdades sobre o DIU

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Mitos e verdades sobre o DIU

Descubra se o que dizem sobre este método contraceptivo é verdade. Ou não.

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Descubra se o que dizem sobre este método contraceptivo é verdade. Ou não.

 

Embora a popularidade do DIU como método contraceptivo eficiente e seguro tenha crescido significativamente nos últimos anos, ainda existem muitos mitos e desinformação circulando por aí. Reunimos alguns dos principais mitos e investigamos se o que deles é dito pode ser levado em consideração. Se está em dúvida quanto a este método, com informações confiáveis e baseadas em evidências você pode fazer uma escolha melhor.

 

Mito: o DIU pode causar infertilidade

Verdade: Não existe evidência científica que suporte a ideia de que o DIU causa infertilidade. Um estudo publicado pelo Journal of Minimally Invasive Gynecology1 concluiu que não há associação entre o uso de DIU e infertilidade no futuro.  

 

Mito: o DIU é indicado apenas para mulheres que já têm filhos

Verdade: O DIU pode ser usado por mulheres de todas as idades, independente de já terem filhos ou não. Segundo as diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)2, o DIU é uma opção segura e eficaz para adolescentes e mulheres jovens.

 

Mito: o DIU é um método anticoncepcional que causa dor

Verdade: Algumas mulheres podem sentir desconforto ou dor leve durante a inserção do DIU, mas esses sintomas geralmente desaparecem em poucos dias. A Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG)3 afirma que a maioria das mulheres tolera bem o procedimento.

 

Mito: o DIU pode se perder dentro do corpo

Verdade: o DIU é inserido no útero, e não pode se perder dentro do corpo.3

 

Mito: o DIU é um método anticoncepcional caro

Verdade: o custo do DIU pode variar dependendo do tipo de DIU escolhido (cobre ou hormonal) e da clínica ou hospital onde o procedimento é realizado. No entanto, quando comparado a outros métodos anticoncepcionais, o DIU é uma opção econômica a longo prazo, já que dura até 5 anos.2

 

Mito: o DIU aumenta o risco de infecções pélvicas

Verdade: Não há evidência de que o DIU aumente o risco de infecções pélvicas em mulheres saudáveis. Um estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology concluiu que o risco de infecções pélvicas é baixo em mulheres que usam DIU.4

 

Mito: o DIU é um método anticoncepcional que altera o ciclo menstrual

Verdade: O DIU de cobre não altera o ciclo menstrual, mas pode aumentar o fluxo menstrual e causar cólicas mais intensas em algumas mulheres. Já o DIU hormonal pode reduzir o fluxo menstrual e até mesmo levar à amenorreia (ausência de menstruação) em algumas usuárias.3

 

Não caia em "fake news"

O DIU é um método anticoncepcional seguro, eficaz e conveniente para muitas mulheres. No entanto, como qualquer outro método anticoncepcional, ele tem suas vantagens e desvantagens, e é importante discutir todas as opções com a sua ginecologista antes de tomar uma decisão.2 

 

Referências:

1. Journal of Minimally Invasive Gynecology. "Intrauterine Device Use and the Risk of Infertility: A Systematic Review and Meta-analysis".

2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). "Diretrizes para o uso de DIU em adolescentes e mulheres jovens".

3. Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG). "Informações sobre o DIU".

4. American Journal of Obstetrics and Gynecology. "Risk of pelvic inflammatory disease among women using intrauterine devices".

 

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DIU e o mito da mulher que nunca engravidou

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DIU e o mito da mulher que nunca engravidou

Há um antigo mito que ainda circula no mundo da ginecologia e entre as mulheres: o DIU só seria adequado para aquelas que já passaram por uma gestação. No entanto, com o avanço dos estudos e da medicina, esse mito tem sido continuamente desmentido. A realidade é que o DIU é uma opção segura e eficaz de contracepção para todas as mulheres, independentemente de terem ou não vivenciado uma gravidez.1

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Método pode ser benéfico para quem busca eficácia e comodidade

 

Há um antigo mito que ainda circula no mundo da ginecologia e entre as mulheres: o DIU só seria adequado para aquelas que já passaram por uma gestação. No entanto, com o avanço dos estudos e da medicina, esse mito tem sido continuamente desmentido. A realidade é que o DIU é uma opção segura e eficaz de contracepção para todas as mulheres, independentemente de terem ou não vivenciado uma gravidez.1

 

 

Entendendo o mito sobre DIU e gestação

 

A ideia de que apenas mulheres que já engravidaram podem usar o DIU surgiu porque se acreditava que o útero de mulheres que nunca deram à luz seria muito pequeno ou rígido para acomodar o dispositivo. Também havia preocupações sobre possíveis complicações, como perfuração uterina ou aumento do risco de infecções.2

 

No entanto, pesquisas recentes e recomendações de organizações de saúde desmentem essa crença. Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) confirmam que o DIU é uma opção segura e apropriada para mulheres que não passaram por uma gestação.3,4

 

Benefícios do DIU  

 

  • Eficiência na contracepção: o DIU, tanto hormonal quanto o de cobre, é um dos métodos contraceptivos reversíveis mais eficazes disponíveis, com taxas de sucesso superiores a 99%.5
  • Durabilidade: o DIU hormonal pode durar até 5 anos, e o de cobre até 10 anos, tornando-se uma excelente opção para quem busca uma solução de longo prazo sem a necessidade de administração diária.6
  • Conveniência: uma vez inserido, não requer manutenção rotineira, diferente de pílulas anticoncepcionais que exigem tomada diária.7
  • Reversibilidade: se a mulher decidir que deseja engravidar, o DIU pode ser removido por um profissional de saúde, retomando a fertilidade.8

 

 

Mito desvendado, agora a decisão pode ser tomada com base em fatos  

 

A escolha do método contraceptivo é algo profundamente pessoal e deve considerar as necessidades, o estilo de vida e as circunstâncias individuais de cada uma.
O importante é estar bem informada e saber que o DIU é, sim, uma opção viável e benéfica, mesmo para quem que nunca experimentou a maternidade. Desmistificar crenças é essencial para que toda mulher tenha acesso a cuidados a uma saúde reprodutiva de qualidade. 

 

Referências:

1. World Health Organization (WHO). (2016). Medical eligibility criteria for contraceptive use.

2. Teal SB, Sheeder J. (2012). IUD use in adolescent mothers: retention, failure and reasons for discontinuation. Contraception.

3. World Health Organization (WHO). (2016). Selected practice recommendations for contraceptive use.

4. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). (2017). Practice Bulletin No. 186: Long-Acting Reversible Contraception: Implants and Intrauterine Devices.

5. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). (2016). U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use.

6. Mayo Clinic. (2020). Intrauterine Device (IUD): Overview.

7. Committee on Adolescent Health Care of the American College of Obstetricians and Gynecologists. (2012). Committee Opinion No. 539: Adolescents and Long-Acting Reversible Contraception: Implants and Intrauterine Devices.

8. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). (2018). FAQ: Long-Acting Reversible Contraception.

 

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As diversas atuações do DIU

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As diversas atuações do DIU 

Conheça os outros usos deste método contraceptivo para a saúde feminina

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Conheça os outros usos deste método contraceptivo para a saúde feminina 

 

Você sabia que o DIU pode ser utilizado para várias outras áreas da saúde reprodutiva feminina? Isso mesmo, o DIU hormonal pode ser mais do que um meio de contracepção. Ele atua como um aliado importante ajudando no tratamento e manejo de várias condições. Saiba quais.

 

Ao conhecer mais sobre essas mil e uma utilidades do DIU, você estará munida de informações para tomar decisões junto a quem cuida da sua saúde. 

 

Tratamento de doenças crônicas 

 

  • Sangramento Uterino Anormal (SUA): o DIU que libera um hormônio que é recomendado como tratamento eficaz para o SUA, reduzindo o volume e a duração do sangramento.1
  • Endometriose: para muitas mulheres que sofrem de endometriose, o DIU hormonal pode oferecer alívio. Ele pode ajudar a reduzir a dor e o sangramento excessivo, além de diminuir a progressão da doença.3

 

Perimenopausa, o momento pré-menopausa 

 

O DIU pode ser uma alternativa para controlar os sintomas do período de transição para a menopausa, principalmente no que diz respeito às irregularidades menstruais. O hormônio liberado ajuda a estabilizar o revestimento do útero, diminuindo o sangramento.2

 

Outros benefícios do DIU

 

  • Controle de peso: o uso do DIU não está associado ao ganho de peso. As mulheres que optam pelo DIU frequentemente relatam estabilidade nesse aspecto.4
  • Redução de cólica e sangramento: mulheres que usam o DIU hormonal frequentemente relatam uma redução nas cólicas menstruais e no volume de sangramento. Algumas podem até parar de menstruar completamente após alguns meses de uso.5
  • Libido: o DIU não interfere nos níveis naturais de hormônios da mulher. Assim, é menos provável que cause efeitos colaterais relacionados à libido. 6

 

Referências:

1. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). (2013). Management of Acute Abnormal Uterine Bleeding in Nonpregnant Reproductive-Aged Women. Obstetric Care Consensus, (557).

2. Mayo Clinic. (2020). Perimenopause: Definition & Facts. https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/perimenopause/symptoms-causes/syc-20354666, acesso em outubro 2023.

3. Vercellini, P., Buggio, L., Frattaruolo, M. P., Borghi, A., & Dridi, D. (2018). Medical treatment of endometriosis-related pain. Best Practice & Research Clinical Obstetrics & Gynaecology, 51, 68-91.

4. Cleland, K., Peipert, J. F., Westhoff, C., Spear, S., & Trussell, J. (2011). Family planning as a cost-saving preventive health service. New England Journal of Medicine, 364(18), e37.

5. Halpern, V., Lopez, L. M., Grimes, D. A., & Stockton, L. L. (2017). Strategies to improve adherence and acceptability of hormonal methods of contraception. Cochrane Database of Systematic Reviews, (10).

6. Waller, K. G., Shaw, R. W., & Fishel, S. (2014). An investigation into the effects of different intrauterine contraceptive devices on the libido. British Journal of Family Planning, 19(3), 88-92.

 

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