Métodos contraceptivos: qual o melhor para o seu estilo de vida?

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Métodos contraceptivos: qual o melhor para o seu estilo de vida?

Fizemos um guia com tudo que há disponível hoje quando o assunto é contracepção

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Fizemos um guia com tudo que há disponível hoje quando o assunto é contracepção

 

Uma vida sexualmente ativa requer cuidados para se evitar uma gravidez não planejada. Com uma variedade de métodos contraceptivos disponíveis, escolher o mais adequado pode ser uma tarefa desafiadora.

Elaboramos este guia que aborda os principais métodos, explicando o que são, como agem, benefícios, eficácia e duração. Também acrescentamos uma estimativa de até 5 anos sobre o uso dos métodos apresentados para que você também possa avaliar os aspectos sustentáveis de cada um.

Com informação e conhecimento você pode escolher qual método se adequa melhor ao seu planejamento familiar.

 

( ! ) DIU hormonal 1,2,3

 

O que é: um dispositivo em forma de "T" que libera de forma lenta e gradual um hormônio do tipo progesterona, com ação localizada no útero. A dose dos DIUs hormonais é a mais baixa quando comparada a todos os outros métodos hormonais disponíveis.

 

Como age: afina o revestimento do útero e engrossa o muco cervical.

 

Benefícios: 

• Longa duração
• Baixa manutenção
• Pode diminuir cólicas e tornar períodos menstruais mais leves
• Não interfere na libido
• É reversível
• Não aumenta o risco de trombose
• Pode ser usado como tratamento de sangramento uterino anormal (SUA), como proteção endometrial e para minimizar os efeitos da perimenopausa
• Mantém o ciclo natural

 

Eficácia: mais de 99%

 

Duração: 5 anos

 

Em 5 anos: 1 DIU hormonal

 

( ! ) DIU hormonal de baixa dosagem 1,3

 

O que é: assim como o DIU hormonal, é um pequeno dispositivo em forma de T inserido no útero, que libera hormônio de forma constante, porém em quantidades mais baixas. A dose dos DIUs hormonais é a mais baixa quando comparada a todos os outros métodos hormonais disponíveis, além de ter a liberação somente no útero e com baixa absorção pelo corpo todo.

 

Como age: afina o revestimento do útero e engrossa o muco cervical.

 

Benefícios: 

• Longa duração
• Baixa manutenção
• Pode diminuir cólicas e tornar períodos menstruais mais leves
• Não interfere na libido
• É reversível
• Não aumenta o risco de trombose
• É mais confortável no momento da inserção, por ser o menor dispositivo hormonal do mercado
• Mantém o ciclo natural

 

Eficácia: mais de 99%

 

Duração: 5 anos

 

Em 5 anos: 1 DIU hormonal de baixa dosagem

 

( ! ) DIU de Cobre 4

 

O que é: trata-se de um dispositivo intrauterino em forma de T que é inserido no útero e revestido com fio de cobre.

 

Como age: libera íons de cobre que criam um ambiente hostil para espermatozoides, impedindo a fertilização. Também causa inflamação no endométrio, o que dificulta a implantação de um óvulo fertilizado, e pode acarretar um aumento no fluxo menstrual.

 

Benefícios: 

• Longa duração
• Baixa manutenção
• Não hormonal, ideal para quem não pode usar contraceptivos hormonais

 

Eficácia: mais de 99%

 

Duração: até 10 anos

 

Em 5 anos: 1 DIU de cobre

 

( ! ) Implante contraceptivo 5

 

O que é: é um implante de silicone colocado sob a pele para proteção de longa duração.

 

Como age: por meio da liberação de um hormônio semelhante à progesterona pelo corpo todo.

 

Benefícios: 

• Longa duração
• Baixa manutenção

 

Eficácia: mais de 99%

 

Duração: até 3 anos

 

Em 5 anos: pelo menos 2 implantes contraceptivos

 

( ! ) Camisinha 5

 

O que é: uma barreira física que impede a passagem de espermatozoides.

 

Como age: impede que o espermatozoide alcance o óvulo.

 

Benefícios: 

• Protege contra DSTs
• Sem efeitos colaterais

 

Eficácia: 98% quando usada corretamente

 

Duração: uso único

 

Em 5 anos: aproximadamente 1.825 unidades (considerando uma camisinha por dia)

 

( ! ) Pílula anticoncepcional 5

 

O que é: comprimidos orais que contêm hormônios sintéticos.

 

Como age: inibe a ovulação por ter uma ação hormonal em todo o corpo e espessa o muco cervical.

 

Benefícios: 

• Regula o ciclo menstrual
• Pode melhorar a acne

 

Eficácia: 91-99%

 

Duração: uso diário

 

Em 5 anos: 1.825 comprimidos (considerando uma pílula por dia)

 

( ! ) Contracepção injetável 5

 

O que é: injeção de hormônios

 

Como age: inibe a ovulação por ter uma ação hormonal em todo o corpo.

 

Benefícios: 

• Não requer administração diária

 

Eficácia: 94%

 

Duração: 1 injeção mensal ou 1 injeção trimestral

 

Em 5 anos: 60 injeções (mensal) ou 20 injeções (trimestral)

 

Sobre a contracepção de emergência ("pílula do dia seguinte")6

A pílula do dia seguinte não é um contraceptivo e deve ser utilizada apenas em casos de emergência. Por ser uma pílula de alta dosagem hormonal, impede ou retarda a ovulação e pode causar reações adversas no corpo. A eficácia é de 75 a 89% e depende do momento em que for utilizada - quanto mais rápido, mais eficaz. Importante: não é recomendada como um método regular para contracepção.  

 

Informação é poder: poder escolher e conhecer o que melhor se adequa aos seus projetos

Antes de tomar qualquer decisão, você pode conversar com uma médica para avaliar qual método contraceptivo é o mais apropriado considerando fatores como o seu estilo de vida, histórico médico e suas necessidades individuais.7 Este guia é apenas informativo e não substitui aconselhamento médico profissional.

Observação: as taxas de eficácia mencionadas podem variar de acordo com o uso adequado e outros fatores individuais. 

 
 
Referências:


1.Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16. 

2. Reinecke I, Hofman B, Mesic E, Drenth HJ, Garmann D. An Integrated Population Pharmacokinetic Analysis to Characterize Levonorgestrel Pharmacokinetics After Different Administration Routes. J Clin Pharmacol. 2018;58(12):1639-1654.

3. Gemzell-Danielsson K, Apter D, Dermout S, et al. Evaluation of a new, low-dose levonorgestrel intrauterine contraceptive system over 5 years of use. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2017;210:22–28.

4. Mansour D. Copper IUD and LNG IUS compared with tubal occlusion, Contraception. 2007;75:S144-15.5 Site: meuanticoncepcional.com.br/metodos-contraceptivos, acesso em setembro 2023.

5. Trussell, J., & Raymond, E. G. (2019). Emergency Contraception: A Last Chance to Prevent Unintended Pregnancy.

6. www.plannedparenthood.org/, acesso em outubro 2023.

 

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Quando usar a pílula do dia seguinte?

Uma solução emergencial, não um método contraceptivo

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Uma solução emergencial, não um método contraceptivo

 

A pílula do dia seguinte, conhecida tecnicamente como contracepção de emergência, é um recurso disponível para mulheres que se encontram em situações de risco de uma gravidez após uma relação sexual desprotegida..1

No entanto, é fundamental compreender que ela não deve ser considerada um método contraceptivo regular.

 

Como a pílula do dia seguinte funciona

A pílula do dia seguinte contém altas doses de hormônios que visam prevenir a gravidez em uma situação de emergência, mas seu uso regular não é recomendado. A eficácia desse método é menor quando comparada a métodos contraceptivos regulares e o uso frequente pode resultar em efeitos colaterais e desequilíbrios hormonais.1

 

Quando usar?

Essa pílula deve ser considerada em situações de emergência, como falhas no método contraceptivo regular, esquecimento da pílula anticoncepcional, rompimento de preservativos ou em casos de violência sexual idealmente dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual desprotegida, para garantir maior eficácia.1

 

LARCs: uma alternativa mais segura e eficaz

Se você não está segura com o seu método atual e precisa recorrer à pílula do dia seguinte, talvez seja o momento de buscar contraceptivos alternativos, como por exemplo os LARCs, que proporcionam uma proteção eficaz sem a necessidade de intervenção diária. Dentre os LARCs, destacam-se os DIUs e o implante subcutâneo, que oferecem taxas de eficácia superiores a 99%.2

 

Se estiver com dúvidas, fale com quem cuida da sua saúde reprodutiva e consulte métodos contraceptivos para garantir escolhas conscientes e personalizadas e que não coloquem em risco a sua saúde.

 

Referências:

1. Anticoncepção de Emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

2. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

 

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Coloquei o DIU, e agora?

Desvendando mitos e verdades sobre a pós-inserção

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Desvendando mitos e verdades sobre a pós-inserção

 

A decisão de adotar o DIU como método contraceptivo pode gerar dúvidas e preocupações, especialmente em relação ao período pós-inserção. Questões sobre a prática de exercícios físicos, vida sexual e necessidade de repouso frequentemente surgem, alimentando mitos que podem gerar apreensão.

Mas com informação de qualidade é possível desmistificar essas preocupações sobre os cuidados pós-inserção do DIU para tranquilizar quem considera ou já optou por esse método contraceptivo.

 

Mito 1: Exercícios físicos são proibidos1

Um dos mitos comuns após a inserção do DIU é a ideia de que atividades físicas intensas devem ser evitadas. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)1 destaca em suas diretrizes que não há restrições significativas em relação a atividades físicas após a inserção do DIU. Portanto, é possível manter uma rotina de exercícios sem preocupações excessivas, respeitando o próprio conforto e limitações individuais.

 

Mito 2: Vida sexual comprometida

Um equívoco frequente é o temor de que a vida sexual seja afetada após a inserção do DIU. A inserção do DIU não compromete a vida sexual e, ao contrário, oferece uma opção contraceptiva eficaz para mulheres que desejam evitar a gravidez.2

 

Mito 3: Repouso prolongado é necessário

Algumas mulheres têm receio de que a inserção do DIU exija repouso prolongado. Entretanto, a orientação médica geralmente não recomenda um período extenso de repouso. Após a inserção, as mulheres podem retomar suas atividades cotidianas normalmente, evitando apenas esforços intensos e atividades que causem desconforto.1

 

Para sanar qualquer dúvida, converse

Ao desmistificar mitos e apresentar verdades sobre os cuidados pós-inserção do DIU, buscamos oferecer informações confiáveis que auxiliem as mulheres nesse processo.

A prática de exercícios, a vida sexual e o repouso após a inserção do DIU podem ser abordados com base em evidências médicas, proporcionando confiança e tranquilidade para quem escolher esse método contraceptivo eficaz e de longa duração. Conversar com quem cuida da sua saúde reprodutiva é sempre recomendado para obter orientações personalizadas e esclarecer dúvidas específicas.

 

Infográfico Dezembro 2023

 

Referências:

1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

2. Caruso, S.; Palermo, G.; Caruso, G.; Rapisarda, A.M.C. How Does Contraceptive Use Affect Women’s Sexuality? A Novel Look at Sexual Acceptability. J. Clin. Med. 2022, 11, 810. https://doi.org/10.3390/jcm11030810

 

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Eficácia silenciosa dos DIUs

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Eficácia silenciosa dos DIUs

Entenda como agem estes discretos métodos contraceptivos

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Entenda como agem estes discretos métodos contraceptivos

 

Quando o assunto é contracepção, é comum que as mulheres busquem métodos que ofereçam segurança, eficácia e, claro, praticidade. Os DIUs se destacam nesse cenário, mas surge uma dúvida frequente: "Se eu não sinto, não vejo e não tomo alguma ação, o DIU realmente funciona?"

Entenda como o DIU opera, mesmo de forma silenciosa, proporcionando segurança e eficácia contraceptiva. Compreenda como ele age, oferecendo segurança e liberdade para as mulheres que não desejam tomar pílulas anticoncepcionais diariamente, por exemplo.

 

O funcionamento silencioso do DIU

O DIU é um pequeno dispositivo inserido no útero, onde atua como uma barreira física para impedir a fertilização do óvulo pelo espermatozóide.1 O que o torna um método contraceptivo atrativo é, justamente, sua capacidade de oferecer proteção de longa duração sem a necessidade de ações diárias.

O mecanismo de ação do DIU pode ser considerado "silencioso" porque não envolve a administração diária de hormônios ou a necessidade de lembrar de tomar uma pílula no mesmo horário todos os dias. Uma vez inserido, o DIU começa a agir imediatamente e permanece ativo entre 5 e 10 anos.1-2

 

Confiança baseada em evidências

A eficácia do DIU tanto de cobre quanto hormonal é comprovada por diversos estudos clínicos e revisões sistemáticas, sendo considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis.3 A taxa de falha do DIU, ou seja, a probabilidade de uma gravidez ocorrer enquanto o DIU está corretamente inserido, é extremamente baixa, variando de 0,1% a 0,8%, dependendo do tipo de DIU.1-2

Essas estatísticas respaldam a confiabilidade do método, mesmo que a mulher não sinta ou veja qualquer mudança perceptível em seu corpo.1-2

 

Garantindo a eficiência

Apesar do funcionamento silencioso do DIU, é fundamental destacar a importância do acompanhamento profissional. A inserção do DIU deve ser realizada por um profissional de saúde qualificado para garantir sua correta colocação no útero.

Além disso, consultas de acompanhamento regulares, ou de acordo com a recomendação médica, são essenciais para verificar a posição do DIU e garantir sua eficácia contínua.2 Com o DIU, as mulheres ganham não apenas um método contraceptivo eficaz, mas também uma valiosa liberdade no seu cotidiano.

 

Referências:

1. Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16.

2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

3. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

 

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Despertando para o verão

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Despertando para o verão

Libido em alta e o que isso tem a ver com o DIU

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Libido em alta e o que isso tem a ver com o DIU

 

O calor do verão não apenas eleva as temperaturas, mas também pode ter um impacto notável no aumento do desejo sexual, a chamada libido. Não é "fake news".

Mas o que pode ser "fake news" é a ideia de que o DIU é um método contraceptivo que pode afetar a libido. Isso não é verdade. Entenda o porquê.

 

O calor e a libido

O verão é uma estação conhecida por despertar sensações de vitalidade, energia e, sim, aumentar a libido. Diversos fatores contribuem para esse fenômeno, desde a exposição ao sol, que aumenta a produção de vitamina D e melhora o humor, até a sensação de leveza proporcionada pelas roupas mais leves e pelos dias mais longos.1

Estudos destacam que a exposição ao sol está diretamente relacionada a níveis mais elevados de testosterona em homens e mulheres. A testosterona, conhecida como o hormônio do desejo, desempenha um papel crucial na regulação da libido. Portanto, é seguro dizer que o sol do verão pode ter um impacto positivo no desejo sexual.1

 

Libido e métodos contraceptivos

A chegada do verão pode levar as pessoas a questionarem seus métodos contraceptivos, seja por um aumento nas atividades sociais ou pela busca por maior conforto. Entretanto, é fundamental esclarecer que essa preocupação não se aplica aos DIUs2.

Ao contrário de alguns métodos hormonais, como pílulas anticoncepcionais2, que podem influenciar a libido de algumas mulheres, os DIUs não interferem nos níveis hormonais de maneira significativa.

 

DIU e a libido

Ao abordar a relação entre o DIU e a libido, é crucial destacar as evidências científicas. Estudos afirmam que não há diferença significativa na função sexual ou no desejo entre mulheres que usam o DIU de cobre ou hormonais e aquelas que não utilizam métodos contraceptivos.3

 

Escolha consciente para todas as estações

Ao considerar um método contraceptivo, é essencial fazer uma escolha consciente que atenda às necessidades individuais e preserve a qualidade de vida sexual. Os DIUs se destacam por não terem impacto da libido, mas também por possuírem eficácia de mais de 99% e pela comodidade.3

É importante salientar que, embora os DIUs sejam uma excelente escolha para muitas mulheres, a decisão sobre o método contraceptivo ideal deve ser discutida com quem cuida da sua saúde reprodutiva. Cada mulher é única, e as necessidades individuais podem variar, tornando a orientação profissional essencial para uma escolha informada.

 

Referências:

1. Kontula O, Väisälä L. Miten kesävaikuttaa seksuaaliseen haluun? [How does summer affect sexual desire?]. Duodecim. 2013;129(13):1375-8. Finnish. PMID: 23901739.

2. Journal of Sexual Medicine - DIU hormonal e libido

3. Caruso, S.; Palermo, G.; Caruso, G.; Rapisarda, A.M.C. How Does Contraceptive Use Affect Women’s Sexuality? A Novel Look at Sexual Acceptability. J. Clin. Med. 2022, 11, 810. https://doi.org/10.3390/jcm11030810

 

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O DIU é reversível?

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Desmistificando uma dúvida de muitas mulheres

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Desmistificando uma dúvida de muitas mulheres

 

O dispositivo intrauterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração, que pode durar de 5 a 10 anos1, dependendo do tipo. Apesar de ser um método contraceptivo eficaz, o DIU ainda é cercado por mitos e dúvidas. Um dos mitos mais comuns é que o DIU pode dificultar uma gravidez natural quando a mulher decide engravidar e opta por retirá-lo.

 

Mas essa afirmação é falsa2. Entenda.

 

Como funcionam os DIUs?

 

  • O DIU hormonal libera progesterona no útero, que engrossa o muco cervical, dificulta a passagem dos espermatozoides e impede a fecundação.3
  • O DIU de cobre libera íons de cobre no útero, que alteram o muco cervical e dificultam a passagem dos espermatozoides. Além disso, o cobre também pode impedir a fertilização do óvulo.4

 

Mas esse método é reversível?

Sim, o DIU é reversível. Pode ser retirado a qualquer momento, sem afetar a fertilidade da mulher. A retirada do DIU é um procedimento simples, que pode ser realizado pelo médico ou enfermeiro em consultório.2

 

Desafios na compreensão da reversibilidade do DIU

Muitas mulheres ainda não entendem completamente essa característica do DIU, o que pode resultar em receios infundados e na escolha de métodos contraceptivos menos eficazes. Um estudo recente publicado no Journal of Family Planning and Reproductive Health Care5 revelou que apenas 40% das mulheres entrevistadas compreendiam completamente a reversibilidade do DIU.

 

Mitos e informações equivocadas que chegam por aí

Várias razões contribuem para a perpetuação do mito da irreversibilidade do DIU. Algumas mulheres podem ter recebido informações imprecisas de fontes não confiáveis, enquanto outras podem ter confundido o DIU com métodos permanentes de esterilização. É fundamental abordar esses mitos, proporcionando informações claras e baseadas em evidências.

 

Na dúvida, converse com quem entende sobre o assunto

Além de desmistificar a reversibilidade do DIU, é crucial destacar a importância da orientação profissional ao escolher ou modificar métodos contraceptivos. A decisão de remover o DIU deve ser feita em consulta com um profissional de saúde, que pode discutir opções alternativas e avaliar o momento mais adequado para a remoção, considerando o seu planejamento familiar.

 

Referências:

1. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

2. Machado RB, Monteiro IM, Magalhães J, Guazzelli CA, Brito MB, Lubianca JN, et al. Aspectos atuais dos contraceptivos reversíveis de longa ação. In: Contracepção reversível de longa ação. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO): 2022. [Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, no. 1/Comissão Nacional de Anticoncepção].https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/SerieZ1-2022-Contracepcao.pdf

3. Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16.

4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

5. Linton E, Mawson R, Hodges V, et alUnderstanding barriers to using long-acting reversible contraceptives (LARCs) in primary care: a qualitative evidence synthesisBMJ Sexual & Reproductive Health 2023;49:282-292.

 

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Consumo de álcool e a eficiência dos métodos contraceptivos

Cuidados e pontos de atenção durante a época de festas

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Cuidados e pontos de atenção durante a época de festas

 

Para muitas, as festas de final de ano muitas vezes vêm acompanhadas de celebrações e momentos de descontração, quando o consumo de álcool pode se tornar mais frequente. A interação das bebidas alcoólicas com algumas medicações já é conhecida e não recomendada. Será que isso se confirma para o uso de métodos contraceptivos também?

 

  1. Álcool e pílula anticoncepcional: uma combinação a ser evitada

    A interação entre o consumo de álcool e a pílula anticoncepcional é uma preocupação frequente. Estudos indicam que o álcool pode afetar a metabolização dos hormônios presentes na pílula. Isso significa que o fígado, que processa tanto os hormônios contraceptivos quanto o álcool, pode priorizar a quebra do álcool, reduzindo a eficácia da pílula.1

     

    É importante destacar que o impacto do álcool na pílula anticoncepcional pode variar de pessoa para pessoa e depender de fatores individuais, como a quantidade de álcool consumida e a frequência do consumo.

     

  2. Implante e injeção hormonal: considerações 

    Quanto ao implante subcutâneo e a injeção hormonal, não há evidências científicas sólidas que indiquem uma interação direta entre o álcool e a eficácia desses métodos. Entretanto, é crucial lembrar que o álcool pode comprometer o julgamento e a memória, o que pode influenciar a consistência na administração desses métodos.2

     

  3. DIU: uma opção contraceptiva segura em relação ao álcool

    Ao contrário de alguns métodos hormonais, o DIU, tanto o de cobre quanto o hormonal, é uma opção contraceptiva que não é afetada pelo consumo de álcool.2

     

    O DIU é inserido diretamente no útero, atuando localmente para prevenir a gravidez. Como sua eficácia não está vinculada a processos metabólicos no fígado, o consumo de álcool não impacta a capacidade do DIU em evitar gestações não planejadas.3

 

Considerações para todas as datas do ano

Ao fazer escolhas conscientes e considerar as particularidades de cada método contraceptivo, é sempre importante levar em consideração o seu estilo de vida. Consulte sempre um profissional de saúde para orientações personalizadas.

 

Referências:

1. Ingersoll KS, Ceperich SD, Nettleman MD, Johnson BA. Risk drinking and contraception effectiveness among college women. Psychol Health. 2008;23(8):965-81. doi: 10.1080/08870440701596569. PMID: 25160922; PMCID: PMC4148693.

2. Newman SD. Association Between Hormonal Birth Control, Substance Use, and Depression. Front Psychiatry. 2022 Feb 8;13:772412. doi: 10.3389/fpsyt.2022.772412. PMID: 35211041; PMCID: PMC8861494.

3. Apter D, Gemzell-Danielsson K, Hauck B, et al. Pharmacokinetics of two low dose levonorgestrel-releasing intrauterine systems and effects on ovulation rate and cervical function: pooled analyses of a phase II and III studies. Fertil Steril. 2014;101(6):16.

 

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Escolher e planejar é poder

O impacto positivo do DIU na vida das mulheres.

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O impacto positivo do DIU na vida das mulheres

 

A autonomia reprodutiva é um pilar fundamental na busca pela igualdade de gênero e empoderamento feminino. Neste contexto, os DIUs surgem como um aliado poderoso para as mulheres, não apenas devido aos seus benefícios físicos, mas também por conferir um significativo poder de escolha e planejamento familiar em suas vidas.

 

O uso do DIU permite às mulheres uma gestão mais efetiva da própria fertilidade, impactando positivamente em seus planos e sonhos.

 

Uma ferramenta para a autonomia

 

O DIU, seja ele hormonal ou de cobre, oferece às mulheres um controle eficaz e duradouro sobre a própria saúde reprodutiva1. Diferentemente de outros métodos contraceptivos, como a pílula, o DIU não requer ação diária, o que diminui significativamente o risco de falha devido ao esquecimento.

Além disso, a taxa de falha é de menos de 1%, tornando-o um dos métodos mais eficazes disponíveis.1

Este alto nível de eficácia significa que as mulheres podem planejar o futuro com maior segurança, sabendo que a possibilidade de uma gravidez não planejada é extremamente baixa. A liberdade de não se preocupar diariamente com a contracepção permite que as mulheres se concentrem em outros aspectos da vida, como carreira, educação, viagens, ou qualquer outro objetivo pessoal.

 

Impacto no planejamento de vida

 

Os DIUs proporcionam um período de eficácia prolongado, de 5 a 10 anos, dependendo do tipo, seja hormonal ou cobre.2 Esta característica do DIU é especialmente benéfica para aquelas que desejam focar em suas carreiras ou estudos antes de considerar a maternidade.

De acordo com um estudo nos Estados Unidos, gravidezes não planejadas não só reduzem oportunidades de estudo e de carreira, como podem também contribuir para o aumento das disparidades de renda entre homens e mulheres.3

A contracepção reversível de longa duração (LARC), categoria que inclui os DIUs e implantes, por exemplo, oferece a oportunidade de mudar esse padrão.

Os métodos LARC uma vez implantados oferecem prevenção eficaz e de longo prazo.3 Além disso, contraceptivos hormonais, possuem benefícios como redução do padrão de sangramento durante o ciclo menstrual e não impactam a libido.

Este poder de escolha é essencial para que as mulheres possam tomar decisões informadas sobre seu próprio corpo e saúde reprodutiva. Converse com quem cuida da sua saúde reprodutiva.

 

Referências:

1. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) - Efetividade dos métodos contraceptivos

2. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/media/k2/attachments/03-CONTRACEPCAO_REVERSIVEL_DE_LONGA_ACAO.pdf. Acesso em Dez/2023.

3. Caitlin Parks, Jeffrey F. Peipert. Eliminating health disparities in unintended pregnancy with long-acting reversible contraception (LARC), American Journal of Obstetrics and Gynecology, Volume 214, Issue 6,2016

 

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