O diagnóstico da endometriose é desafiador. Leva-se em média sete anos para confirmar a doença e, em alguns casos, é necessário realizar um procedimento cirúrgico para sua identificação.¹ Por isso, é importante procurar o médico aos primeiros sintomas.

A endometriose  afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o que representa algo em torno de 190 milhões de pacientes.²

São mulheres que enfrentam impactos na saúde física, mental, sexual e em outros aspectos da vida por essa doença que é caracterizada pelo desenvolvimento do tecido interno do útero em outras regiões da pelve, gerando uma inflamação crônica.¹

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O que causa a endometriose?

Não é possível definir de forma precisa quais são as causas que levam as mulheres a desenvolver endometriose, mas acredita-se que fatores genéticos, hormonais e imunológicos estejam envolvidos.¹

Outra possibilidade é quando o fluxo menstrual flui erroneamente para as tubas uterinas e a cavidade abdominal.¹

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Sintomas da endometriose: o que observar?

De 2% a 22% das mulheres com endometriose não têm sintomas e existe ainda uma variedade de sintomas que são confundidos com os de outras doenças ginecológicas.³

Os sintomas de endometriose mais comuns são:¹-3 

  • cólica menstrual intensa;
  • dor pélvica crônica;
  • dor durante as relações sexuais com penetração;
  • alterações intestinais e urinárias;
  • dificuldade para engravidar.

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Que exames são usados para diagnóstico da endometriose?

As etapas do diagnóstico da endometriose passam por uma entrevista médica detalhada e pela realização de exames de imagem não invasivos, especificamente a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, para identificar as áreas afetadas pela doença.³ No entanto, o método mais preciso e confiável para diagnóstico da endometriose é a laparoscopia.

 

Ultrassonografia transvaginal
Entre as opções não invasivas, a ultrassonografia transvaginal é o exame de escolha para avaliar pacientes que apresentam sintomas suspeitos de endometriose. Costuma ser um procedimento acessível e de baixo custo.³

As imagens conseguem verificar útero e órgãos anexos, a fim de identificar lesões ou espessamentos gerados pelos tecidos inflamados. É possível até mesmo analisar a mobilidade uterina e ovariana em relação às demais estruturas pélvicas, com o objetivo de verificar se há aderências, ou seja, ligações anormais entre órgãos.³

 

Ressonância magnética
A ressonância magnética é um exame adicional no diagnóstico da endometriose, sendo solicitado após a ultrassonografia transvaginal, especialmente em casos mais complexos, como lesões em múltiplas regiões.³

As lesões nos ovários, por exemplo, podem ser melhor definidas por meio desse procedimento.³

 

Cirurgia videolaparoscópica 
Atualmente, o diagnóstico definitivo da endometriose é determinado apenas pela cirurgia minimamente invasiva chamada de videolaparoscopia.3,4


Além de ferramenta diagnóstica, a videolaparoscopia permite a classificação do tipo da doença e a retirada de lesões para biópsia, constituindo-se também em uma forma de tratamento.4

Entre as desvantagens do método estão o alto custo e os riscos envolvidos, por se tratar de uma cirurgia. Neste sentido, é importante iniciar o tratamento dos sintomas já a partir da presunção da doença por meio do diagnóstico clínico e exames de imagem.3
 

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Diagnóstico da endometriose: o que esperar?

A endometriose é uma doença que muitas vezes demora para ser identificada, o que resulta em sofrimento prolongado das mulheres com essa condição, com queda na qualidade de vida e maiores custos em relação aos cuidados com a saúde.5

Por isso, o atendimento às mulheres com suspeita de endometriose deve ser cuidadoso, passando pela análise clínica dos sintomas, exames de imagem adequados e boa comunicação entre paciente e profissionais de saúde para individualizar os cuidados.

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Para lembrar

  • O diagnóstico da endometriose é desafiador, com média de sete anos para a confirmação da doença.¹
  • Embora nem todas as mulheres tenham sintomas, os mais comuns são dores menstrual e pélvica e dificuldade para engravidar.1-3
  • Ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética são opções não invasivas para a identificação das lesões geradas pela endometriose.³
  • A cirurgia minimamente invasiva chamada videolaparoscopia permite o diagnóstico definitivo da doença, além da retirada de lesões.3,5
  • A endometriose afeta a qualidade de vida das pacientes e seu diagnóstico requer acolhimento profissional e individualização.5

 

Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Endometriose [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 Oct 06]. 

2. World Health Organization. Endometriosis [internet]. Geneva: World Health Organization; 2023 mar 24 [citado 2025 Oct 06].

3. Rosa e Silva JC, Valerio FP, Herren H, et al. Endometriose – aspectos clínicos do diagnóstico ao tratamento [internet]. Femina. 2021;49(3):134-41 [citado 2025 Oct 06].

4. Nácul AP, Spritzer PM. Aspectos atuais do diagnóstico e tratamento da endometriose [internet]. Rev Bras Ginecol Obstet(RBGO). 2010;32(6):298-307 [citado 2025 Oct 06].

5. Dantkale KS, Agrawal M. A comprehensive review of the diagnostic landscape of endometriosis: assessing tools, uncovering strengths, and acknowledging limitations [internet]. Cureus. 2024;16(3):e56978 [citado 2025 Oct 06].

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1969-1 | Outubro 2025

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