Que exames devo fazer para diagnosticar endometriose?

Private
Public

Que exames devo fazer para diagnosticar endometriose?

Saiba como é feito o diagnóstico da endometriose e quais exames ajudam a identificar a doença de forma precisa.

  • PP-KYL-BR-1969-1
Que exames devo fazer para diagnosticar endometriose?

O diagnóstico da endometriose é desafiador. Leva-se em média sete anos para confirmar a doença e, em alguns casos, é necessário realizar um procedimento cirúrgico para sua identificação.¹ Por isso, é importante procurar o médico aos primeiros sintomas.

A endometriose  afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o que representa algo em torno de 190 milhões de pacientes.²

São mulheres que enfrentam impactos na saúde física, mental, sexual e em outros aspectos da vida por essa doença que é caracterizada pelo desenvolvimento do tecido interno do útero em outras regiões da pelve, gerando uma inflamação crônica.¹

({;})

O que causa a endometriose?

Não é possível definir de forma precisa quais são as causas que levam as mulheres a desenvolver endometriose, mas acredita-se que fatores genéticos, hormonais e imunológicos estejam envolvidos.¹

Outra possibilidade é quando o fluxo menstrual flui erroneamente para as tubas uterinas e a cavidade abdominal.¹

(())

Sintomas da endometriose: o que observar?

De 2% a 22% das mulheres com endometriose não têm sintomas e existe ainda uma variedade de sintomas que são confundidos com os de outras doenças ginecológicas.³

Os sintomas de endometriose mais comuns são:¹-3 

  • cólica menstrual intensa;
  • dor pélvica crônica;
  • dor durante as relações sexuais com penetração;
  • alterações intestinais e urinárias;
  • dificuldade para engravidar.

(i)

Que exames são usados para diagnóstico da endometriose?

As etapas do diagnóstico da endometriose passam por uma entrevista médica detalhada e pela realização de exames de imagem não invasivos, especificamente a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, para identificar as áreas afetadas pela doença.³ No entanto, o método mais preciso e confiável para diagnóstico da endometriose é a laparoscopia.

 

Ultrassonografia transvaginal
Entre as opções não invasivas, a ultrassonografia transvaginal é o exame de escolha para avaliar pacientes que apresentam sintomas suspeitos de endometriose. Costuma ser um procedimento acessível e de baixo custo.³

As imagens conseguem verificar útero e órgãos anexos, a fim de identificar lesões ou espessamentos gerados pelos tecidos inflamados. É possível até mesmo analisar a mobilidade uterina e ovariana em relação às demais estruturas pélvicas, com o objetivo de verificar se há aderências, ou seja, ligações anormais entre órgãos.³

 

Ressonância magnética
A ressonância magnética é um exame adicional no diagnóstico da endometriose, sendo solicitado após a ultrassonografia transvaginal, especialmente em casos mais complexos, como lesões em múltiplas regiões.³

As lesões nos ovários, por exemplo, podem ser melhor definidas por meio desse procedimento.³

 

Cirurgia videolaparoscópica 
Atualmente, o diagnóstico definitivo da endometriose é determinado apenas pela cirurgia minimamente invasiva chamada de videolaparoscopia.3,4


Além de ferramenta diagnóstica, a videolaparoscopia permite a classificação do tipo da doença e a retirada de lesões para biópsia, constituindo-se também em uma forma de tratamento.4

Entre as desvantagens do método estão o alto custo e os riscos envolvidos, por se tratar de uma cirurgia. Neste sentido, é importante iniciar o tratamento dos sintomas já a partir da presunção da doença por meio do diagnóstico clínico e exames de imagem.3
 

{`}

Diagnóstico da endometriose: o que esperar?

A endometriose é uma doença que muitas vezes demora para ser identificada, o que resulta em sofrimento prolongado das mulheres com essa condição, com queda na qualidade de vida e maiores custos em relação aos cuidados com a saúde.5

Por isso, o atendimento às mulheres com suspeita de endometriose deve ser cuidadoso, passando pela análise clínica dos sintomas, exames de imagem adequados e boa comunicação entre paciente e profissionais de saúde para individualizar os cuidados.

({*})

Para lembrar

  • O diagnóstico da endometriose é desafiador, com média de sete anos para a confirmação da doença.¹
  • Embora nem todas as mulheres tenham sintomas, os mais comuns são dores menstrual e pélvica e dificuldade para engravidar.1-3
  • Ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética são opções não invasivas para a identificação das lesões geradas pela endometriose.³
  • A cirurgia minimamente invasiva chamada videolaparoscopia permite o diagnóstico definitivo da doença, além da retirada de lesões.3,5
  • A endometriose afeta a qualidade de vida das pacientes e seu diagnóstico requer acolhimento profissional e individualização.5

 

Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Endometriose [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 Oct 06]. 

2. World Health Organization. Endometriosis [internet]. Geneva: World Health Organization; 2023 mar 24 [citado 2025 Oct 06].

3. Rosa e Silva JC, Valerio FP, Herren H, et al. Endometriose – aspectos clínicos do diagnóstico ao tratamento [internet]. Femina. 2021;49(3):134-41 [citado 2025 Oct 06].

4. Nácul AP, Spritzer PM. Aspectos atuais do diagnóstico e tratamento da endometriose [internet]. Rev Bras Ginecol Obstet(RBGO). 2010;32(6):298-307 [citado 2025 Oct 06].

5. Dantkale KS, Agrawal M. A comprehensive review of the diagnostic landscape of endometriosis: assessing tools, uncovering strengths, and acknowledging limitations [internet]. Cureus. 2024;16(3):e56978 [citado 2025 Oct 06].

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1969-1 | Outubro 2025

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

Endometriose
Que exames devo fazer para diagnosticar endometriose?
Article categories

Quem tem endometriose pode engravidar?

Private
Public

Quem tem endometriose pode engravidar?

Endometriose e gravidez: saiba os impactos da doença na fertilidade e quais opções de tratamento podem ajudar a realizar o sonho da maternidade.

  • PP-KYL-BR-1965-1
Quem tem endometriose pode engravidar?

Quando o assunto é endometriose, logo se pensa em infertilidade, pois são condições associadas. Estudos mostram que cerca de 25% a 50% das mulheres inférteis lidam com a doença.¹ Mas será que mulheres com endometriose conseguem engravidar?

A endometriose  é uma enfermidade ginecológica caracterizada por uma reação inflamatória crônica, em que o tecido que reveste internamente o útero (também chamado de “estroma” ou “glândulas endometriais”) cresce em outras áreas fora do órgão.²

Existem diferentes níveis de gravidade, como a endometriose peritoneal superficial, a ovariana (endometrioma) e a infiltrativa profunda, definidas de acordo com a localização e a profundidade das células uterinas implantadas fora do útero.²

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva sofrem com a endometriose em todo o mundo.³  Estima-se que de 20% a 25% das pacientes sejam assintomáticas, ou seja, não apresentem os sinais típicos da doença.4

({;})

Sintomas da endometriose além da infertilidade

Mais do que a dificuldade para engravidar, a endometriose ainda provoca outros sintomas. São eles:² 

  • cólica menstrual intensa (dismenorreia);
  • dor pélvica crônica;
  • dor durante as relações sexuais com penetração (dispareunia);
  • alterações intestinais e urinárias.

O diagnóstico é realizado por meio da análise clínica dos sintomas e exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, a fim de verificar a localização e a profundidade das lesões. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de cirurgia por laparoscopia.²

(())

Como a endometriose afeta a fertilidade

A capacidade de engravidar naturalmente é afetada por diversos fatores relacionados à endometriose:4,5

  • inflamação crônica, que diminui a qualidade dos óvulos e do ambiente uterino;
  • aderências, que podem prender o óvulo e impedir que ele desça pela trompa de Falópio para ser fecundado;
  • desregulação da resposta imunológica, dificultando a fixação do embrião no útero.

(i)

É possível engravidar naturalmente com endometriose?

Sim, mulheres com endometriose podem engravidar naturalmente. Contudo, nos casos em que a doença for considerada moderada ou grave as chances de gravidez sem intervenção médica são menores.5

Quando não há sucesso nas tentativas naturais para engravidar com endometriose, é necessário recorrer ao tratamento da infertilidade .5 Neste sentido, a medicina de reprodução assistida dispõe de diversos tipos de procedimentos. 

{`}

Indução da ovulação

Tem o objetivo de regular o ciclo menstrual, estimulando os ovários a produzirem óvulos. É mais indicada para pacientes jovens com endometriose leve ou mínima.5

({*})

Inseminação artificial

Neste método, são selecionados, em laboratório, os espermatozoides mais saudáveis do homem que, através de um procedimento médico, são inseridos no útero da mulher no momento da ovulação.5

({!})

Fertilização in vitro

A fertilização in vitro ou FIV é indicada para pacientes com endometriose moderada ou severa e para mulheres com endometriose leve ou mínima quando há uma quantidade limitada de espermatozoides.5 Após a estimulação ovariana, os óvulos são coletados em laboratório e fecundados pelos espermatozoides. Em seguida, espera-se que os embriões atinjam um estágio ideal para serem inseridos no útero da paciente.6

({})

Cirurgia

Outra possibilidade para auxiliar a fertilidade de mulheres com endometriose é a cirurgia para a retirada das lesões, com o objetivo de restabelecer uma anatomia normal da região pélvica.5,7

[()]

Abordagem acolhedora para pacientes com endometriose

A endometriose é uma condição complexa, que afeta não apenas a saúde física, mas também o bem-estar mental e social da paciente. Portanto, é recomendado que a abordagem dos profissionais de saúde seja acolhedora e multidisciplinar.8

O ideal é que a mulher seja acompanhada por um time formado por ginecologista, cirurgião, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, com o objetivo de receber cuidados individualizados, de acordo com suas condições clínicas e desejos reprodutivos.8

(i)

Para lembrar

  • A endometriose é uma doença inflamatória crônica que impacta negativamente a fertilidade feminina.1,2
  • De 25% a 50% das mulheres inférteis têm endometriose.4
  • Inflamação, alterações anatômicas e resposta imunológica exagerada são alguns dos mecanismos da endometriose que afetam a fertilidade feminina.4,5
  • A mulher com endometriose pode engravidar naturalmente, mas isso se torna mais difícil de acordo com a severidade da doença.5
  • Quando a gravidez não ocorre de forma natural, é possível utilizar métodos de reprodução assistida, como inseminação artificial e fertilização in vitro.5,7
  • A abordagem multidisciplinar e acolhedora é essencial para o bem-estar físico, mental e social das pacientes com endometriose.8

 

Referências:
1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Endometriose [Iinternet]. São Paulo: FEBRASGO; 2021 [citado 2025 Oct 02]. (Protocolos FEBRASGO-Ginecologia, n. 78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose). 

2. Brasil. Ministério da Saúde. Endometriose. [citado 2025 Oct 02].

3. World Health Organization. Endometriosis [internet]. Geneva: World Health Organization; 2023 mar 24 [citado 2025 Oct 02].

4. Bulletti C, Coccia ME, Battistoni S, Borini A. Endometriosis and infertility. J Assist Reprod Genet. 2010;27(8):441–7.

5. Endometriosis UK. Endometriosis, fertility and pregnancy [internet]. London: Endometriosis UK; 2023 Feb [citado 2025 Oct 02].

6. In vitro fertilizarion (IVF) [internet]. Mayo Clinic. [cited 2025 Oct 02].

7. Navarro PAAS, Barcelos IDS, Rosa e Silva JC. Tratamento da endometriose. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006;28(10):612-23.

8. Nunes BCM, Pinheiro MCM, Andrade MCA, et al. Abordagem multidisciplinar no manejo da endometriose: desafios no diagnóstico e tratamento. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 2025;7(2):213-22.

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1965-1 | Outubro 2025

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

Endometriose
Quem tem endometriose pode engravidar?
Article categories

Contracepção para jovens com deficiência

Private
Public

Contracepção para jovens com deficiência

Como escolher o anticoncepcional para jovens com deficiência? Veja o que precisa ser considerado e conheça os métodos contraceptivos disponíveis.

  • PP-KYL-BR-1960-1
Contracepção para jovens com deficiência

A adolescência costuma ser uma época repleta de desafios e dúvidas em relação às mudanças que ocorrem no corpo, inclusive para as pessoas com deficiência. Neste cenário, a contracepção para jovens com deficiência não deve ser um tabu.¹

Para as meninas, menstruar e lidar com as mudanças no corpo pode ser ainda mais difícil quando há uma deficiência, já que cuidar da higiene íntima pode trazer obstáculos.

A pouca idade por si só não é contraindicação para o uso de métodos contraceptivos. No entanto, as orientações e o acolhimento do profissional de saúde precisam ser adequados às necessidades das jovens com deficiência, visando o uso correto do contraceptivo e a qualidade de vida.¹

({;})

Por que usar métodos contraceptivos?

Quando se fala em métodos contraceptivos para jovens, logo se pensa na prevenção da gravidez na adolescência, um desafio de saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 14% dos bebês nascidos vivos em 2020 no Brasil foram de mães adolescentes.²

No entanto, o uso da contracepção vai além e impacta diversos aspectos da saúde, especialmente o bem-estar menstrual. Neste sentido, as jovens com deficiência estão sujeitas a mais dificuldades, como não encontrar absorventes adequados às diferentes anatomias, pouca acessibilidade nos sanitários, restrições à autonomia e falta de apoio à higiene, entre outras.³

(())

Orientação sobre prevenção contra ISTs

A prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) é outro assunto que não pode faltar nas conversas com jovens. É importante ressaltar que a camisinha masculina ou feminina é o método contraceptivo mais eficaz para evitar ISTs, vírus HIV/Aids e hepatites virais B e C. Os demais métodos contraceptivos não evitam tais infecções.4

Portanto, a melhor forma de evitar a gravidez e as ISTs é a dupla proteção: o uso de um método contraceptivo mais a camisinha.4

(i)

Métodos contraceptivos disponíveis no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece métodos contraceptivos gratuitamente, disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Confira quais são eles:5

  • anticoncepcional oral combinado;
  • anticoncepcional injetável combinado (aplicação mensal);
  • anticoncepcional injetável de progesterona (aplicação trimestral);
  • pílula de progesterona isolada;
  • dispositivo intrauterino (DIU) de cobre;
  • DIU hormonal (em algumas localidades e sob critérios específicos)*
  • contracepção oral de emergência (conhecida como “pílula do dia seguinte”);
  • preservativos masculinos e femininos;
  • implante subdérmico.

Também são oferecidos os procedimentos definitivos de laqueadura e vasectomia, cumprindo-se os critérios da Lei nº 14.443/2022.6

[()]

Contracepção de curta e de longa ação

Os métodos contraceptivos podem ser classificados em duas grandes categorias: os de curta ação e os de longa ação.7

Os contraceptivos de curta ação, como a pílula anticoncepcional, a injeção mensal, o adesivo e o anel vaginal, exigem disciplina e regularidade por parte da usuária, já que esquecimentos ou atrasos podem comprometer sua eficácia.7

Já os métodos de longa ação, que englobam o DIU de cobre, o DIU hormonal  e o implante subdérmico, têm duração por vários anos, sem a necessidade de lembrança para tomada diária ou mensal.8

(Y)

Jovens com deficiência têm direito à saúde sexual

Pessoas com deficiência ainda enfrentam estigmas em relação aos cuidados menstruais e direitos sexuais.3,9

Aspectos culturais, sociais, de gênero e psicológicos, por exemplo, afetam a forma como as jovens lidam com a menstruação. Em alguns casos, isso pode refletir em constrangimentos, maiores riscos de infecção e vulnerabilidade a abusos.3

Portanto, as jovens com deficiência devem receber orientação sobre saúde sexual e menstrual de forma abrangente e sem preconceitos.3,9

{!}

Acolhimento às jovens com deficiência

Em meio a tantas opções de métodos contraceptivos, é normal ter dúvidas sobre qual escolher. Por isso, a palavra-chave para a orientação de jovens com deficiência deve ser “acolhimento”, seja no consultório médico ou no meio familiar.

É preciso explicar os tipos de contraceptivos, solucionar dúvidas e identificar os cuidados mais adequados às condições físicas e psicológicas de cada jovem, sempre considerando a independência da paciente.1,2

Durante a consulta, o médico deve reconhecer a individualidade de cada paciente, reconfortar a respeito de preocupações e criar um ambiente empático.¹

({!})

Para lembrar

  • Jovens, inclusive as com deficiência, podem usar métodos contraceptivos.1,9
  • Jovens com deficiência podem enfrentar barreiras em relação aos cuidados menstruais, como falta de absorventes adequados e acessibilidade nos sanitários.3
  • Diversos métodos contraceptivos estão disponíveis no SUS, incluindo os de curta e longa ação.5,7,8
  • Os métodos de longa ação têm duração por vários anos e não dependem de tomada diária ou mensal para manter sua eficácia.8
  • O acolhimento profissional é fundamental para promover a orientação adequada às jovens com deficiência sobre saúde sexual, métodos contraceptivos e formas de uso.1

 

*Verifique a disponibilidade do DIU hormonal no seu município. Sujeito a critérios de elegibilidade. Antes de utilizar qualquer medicamento, procure orientação médica.

 

Leia também: Métodos contraceptivos: qual o melhor para o seu estilo de vida? 
 

 

Referências:
1. Anticoncepção para adolescentes [internet]. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO; 9). São Paulo: Connexomm; 2017 [citado 2025 set 17].

2. Brasil. Ministério da Saúde. Gravidez na adolescência: saiba os riscos para mães e bebês e os métodos contraceptivos disponíveis no SUS [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2023 fev 9 [citado 2025 set 17]. 

3. Costa LS, et al. Cuidado menstrual de pessoas com e sem deficiência: orientações para pessoas que menstruam, trabalhadores da saúde, cuidadores e familiares [internet]. 3ª ed. Rio de Janeiro: ENSP, Fiocruz, 2024. [citado 2025 set 17]. 

4. Brasil. Ministério da Saúde. Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 set 17].

5. Brasil. Ministério da Saúde. Contracepção [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [s.d.] [citado 2025 set 17].

6. Brasil. Presidência da República. Lei nº 14.443, de 2 de setembro de 2022. Altera a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, para determinar prazo para oferecimento de métodos e técnicas contraceptivas e disciplinar condições para o planejamento familiar [internet]. Brasília: Presidência da República; 2022 set 2 [citado 2025 set 17]. 

7. Manual de anticoncepção [internet]. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2015 [citado 2025 set 17].

8. Contracepção reversível de longa ação [internet]. São Paulo, SP: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2022. [citado 2025 set 17].

9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia de atenção à saúde das mulheres com deficiência e mobilidade reduzida [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2019 [citado 2025 set 17]. 84 p.

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1960-1 | Outubro 2025

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

OUTRAS DOENÇAS
Contracepção para jovens com deficiência
Article categories

Endometriose e atividade física: impactos na dor e qualidade de vida

Private
Public

Endometriose e atividade física: impactos na dor e qualidade de vida

Descubra como a atividade física pode contribuir para o manejo da endometriose, reduzindo a dor e melhorando a qualidade de vida de forma complementar.

  • PP-KYL-BR-1959-1
Endometriose e atividade física: impactos na dor e qualidade de vida

A endometriose é uma doença crônica que pode gerar dor pélvica intensa e reduzir a qualidade de vida. Estudos sugerem que a atividade física pode atuar como estratégia não farmacológica complementar, trazendo benefícios físicos e emocionais para mulheres com esta condição.1-3

({;})

O que é endometriose e por que ela causa tanto impacto

A endometriose  é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, levando à inflamação crônica, dor pélvica, dismenorreia e até infertilidade.1-3 Essa condição afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e pode comprometer significativamente a qualidade de vida.2,3

(())

Atividade física promove qualidade de vida

A prática regular de atividade física tem sido investigada como uma estratégia sem medicamentos que auxilia no manejo da endometriose. As evidências sugerem que o exercício pode reduzir a dor pélvica, melhorar a função física e a qualidade de vida, embora os resultados ainda sejam diferentes entre si e sem padronização de método.1-3

Além do efeito anti-inflamatório, a prática regular de atividade física parece atuar em múltiplos mecanismos da doença:2,3

  • libera endorfina, hormônio natural que promove sensação de bem-estar e alívio de dores;
  • melhora a circulação sanguínea;
  • reduz níveis de estrogênio biodisponível, podendo ter um efeito anti-inflamatório.

(i)

Tipos de exercícios mais estudados para endometriose

Estudos destacam os benefícios de atividades aeróbicas, como caminhada e corrida leve, associadas à redução da dor pélvica. Exercícios de alongamento, yoga e modalidades anaeróbicas também apresentaram efeitos positivos em alguns casos. No entanto, ainda não há consenso sobre intensidade e duração ideais.2

({*})

Limitações da evidência

Mesmo com resultados animadores, o número de estudos e evidências ainda é pequeno. Por isso, não se pode afirmar quais protocolos de exercício são mais eficazes. A prática deve ser orientada por profissional de saúde e integrada ao tratamento médico.1-3

({!})

Para lembrar

  • A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade fértil.2,3
  • A atividade física pode ajudar a reduzir a dor pélvica e melhorar a qualidade de vida das mulheres com endometriose.1-3
  • Os benefícios dos exercícios incluem liberação de endorfinas, melhora da circulação e redução de processos inflamatórios.2,3
  • Exercícios aeróbicos, yoga e alongamento mostram benefícios para pacientes com endometriose, mas não há consenso sobre protocolos ideais.2
  • As evidências ainda são limitadas, por isso a prática de exercícios deve apenas complementar o tratamento médico.1-3

 

Referências:
1. Gomes FBF, Reis SKB, Mattos MFDC, et al. The effects of physical activity on endometriosis: a literature review. Braz J Health Rev. 2024;7(3):01-13.

2. Brito RS, Coldebella CR, Oliveira ACC, Amaral LP. Endometriosis and physical exercises: a systematic review. Archives of Health. 2024;5(3):01-08.

3. Bonocher CM, Montenegro ML, Rosa e Silva JC, et al. Endometriosis and physical exercises: a systematic review. Reprod Biol Endocrinol. 2014;12:4.

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1959-1 | Outubro 2025

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

Endometriose
Endometriose e atividade física: impactos na dor e qualidade de vida
Article categories

Endometriose e alimentação: o que ajuda ou deve ser evitado

Private
Public

Endometriose e alimentação: o que ajuda ou deve ser evitado

Como a alimentação pode ajudar a aliviar os sintomas de endometriose? Veja quais alimentos incluir ou reduzir na dieta para diminuir a inflamação e a dor.

  • PP-KYL-BR-1958-1
endometriose-e-alimentacao-feature

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que causa dor e pode afetar a fertilidade.1-4 Neste artigo, saiba o que é endometriose, como a alimentação pode aliviar os sintomas e como utilizar os alimentos para controlar a inflamação.4

({;})

O que é endometriose?

A endometriose  ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, provocando inflamação crônica e dor pélvica, o que pode impactar a fertilidade.1-3 Estima-se que a doença afete de 5% a 15% das mulheres.¹ O diagnóstico e o tratamento devem ser individualizados e definidos por meio do acompanhamento médico ginecológico.

(())

Alimentação e inflamação: o que se sabe

Não existe uma “dieta para endometriose” única, mas evidências sugerem que padrões alimentares anti-inflamatórios podem reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.4                                                                        

Pesquisas apontam que a dieta pode influenciar o risco do desenvolvimento da doença. Comer verduras, frutas, peixes e laticínios com pouca gordura pode ajudar na prevenção, enquanto o consumo excessivo de carne vermelha e frituras pode aumentar o risco. No entanto, os estudos sobre a relação entre alimentação e endometriose não são conclusivos e mais pesquisas precisam ser feitas.5

Lembre-se de que manter hábitos saudáveis de alimentação traz benefícios para a saúde como um todo.

(i)

O que você deve incluir no prato

  • Dieta mediterrânea (vegetais, frutas, leguminosas, nozes/sementes, azeite, peixes): está associada à redução de marcadores inflamatórios e de dor em algumas pacientes.6
  • Ômega 3 (peixes gordos como sardinha e salmão; linhaça/chia): estudo sugere que mulheres que consomem mais ômega 3 têm menos probabilidade de serem diagnosticadas com endometriose.7
  • Fibras (grãos integrais, frutas/verduras): seu consumo pode ter efeitos úteis para a prevenção e o tratamento da endometriose.7
  • Laticínios (com pouca gordura): podem se associar a menor risco de endometriose e de ocorrência de sintomas em parte dos estudos.4

{`}

O que reduzir ou evitar na sua alimentação

  • Carnes vermelhas e processadas: o maior consumo desses alimentos associou-se a risco aumentado de endometriose em coorte prospectiva.8
  • Cafeína: estudos indicam risco aumentado de endometriose em mulheres que relataram consumo de café em qualquer ocasião em comparação com o consumo inexistente ou infrequente.5

({*})

Suplementos: usar com cautela

  • Vitamina D e antioxidantes (vitaminas C e E): quando em níveis baixos, estão relacionados a maior risco de endometriose; a suplementação pode reduzir sintomas como a dor pélvica.7

({!})

Sintomas intestinais: considerar dieta low FODMAP

Muitas pacientes com endometriose têm sintomas gastrointestinais e síndrome do intestino irritável (SII). Em mulheres com endometriose e queixas intestinais, um estudo mostrou melhora de dor e distensão abdominal, além de qualidade de vida com a adoção de uma dieta low FODMAP (que restringe o consumo de carboidratos de difícil digestão) supervisionada. A dieta deve ser usada por tempo determinado e acompanhada pelo nutricionista.8

({})

Alimentação saudável não substitui o tratamento

A nutrição pode ser uma forte aliada no controle dos sintomas da endometriose. Contudo, o acompanhamento clínico e/ou cirúrgico segue diretrizes estabelecidas e deve ser definido pelo ginecologista, de acordo com cada caso.2,3

(i)

Para lembrar

  • A endometriose é uma doença inflamatória que pode causar dor pélvica e infertilidade.1-4
  • Alimentação com padrão mediterrâneo e mais fibras/ômega 3 pode reduzir inflamação e sintomas.4,6,7
  • Reduzir carnes vermelhas e cafeína pode ajudar.5,8
  • A alimentação não substitui as terapias recomendadas por diretrizes médicas. Procure sempre acompanhamento médico.2,3

 

Referências:
1. Brasil. Ministério da Saúde. Endometriose. Acesso em 15 de setembro de 2025.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose. 12 de julho de 2016. Acesso em 15 de setembro de 2025.

3. Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, et al; ESHRE Endometriosis Guideline Group. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022; 2022(2):hoac009.

4. Neri LCL, Quintiero F, Fiorini S, et al. Diet and      endometriosis:      an      umbrella review. Foods. 2025;14(12):2087.

5. Parazzini F, Viganò P, Candiani M, Fedele L. Diet and endometriosis risk: a literature review. Reprod Biomed Online. 2013;26(4):323-36.

6. Cirillo M, Argento FR, Becatti M, et al. Mediterranean diet and oxidative stress: a relationship with pain perception in endometriosis. Int J Mol Sci. 2023;24(19):14601.

7. Barnard ND, Holtz DN, Schmidt N, et al. Nutrition in the prevention and treatment of endometriosis: a review. Front Nutr. 2023;10:1089891.

8. Varney JE, So D, Gibson PR, et al. Clinical trial: effect of a 28‐day low FODMAP diet on gastrointestinal symptoms associated with endometriosis (EndoFOD)—a randomised, controlled crossover feeding study. Aliment Pharmacol Ther. 2025;61(12):1889–1903.

 

Material informativo destinado ao público geral. Em caso de dúvidas, converse com seu médico.

PP-KYL-BR-1958-1 | Outubro 2025

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

Endometriose
endometriose-e-alimentacao-feature
Article categories

Sangramento Uterino Anormal (SUA): sintomas e causas

Private
Public

Sangramento Uterino Anormal (SUA): sintomas e causas

Condição é mais comum do que se imagina, a boa notícia é que tem tratamento

  • PP-KYL-BR-1576-1
banner
Condição é mais comum do que se imagina, a boa notícia é que tem tratamento

 

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma das queixas ginecológicas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. O termo refere-se a qualquer padrão de sangramento que  pode ser considerado anormal para uma mulher durante o período menstrual. Entenda o que é o SUA, quais seus sintomas, causas e as principais opções de tratamento, incluindo o DIU hormonal.1

 

1. O que é

O SUA refere-se a qualquer padrão de sangramento menstrual que difere do normal, em termos de duração, volume, frequência ou regularidade. Esse sangramento não apenas se limita ao período menstrual, mas a qualquer sangramento vaginal que ocorra fora do padrão regular.2

 

2. Sintomas2

 

  • Menstruação que dura mais de 7 dias.
  • Sangramentos entre os períodos menstruais.
  • Menstruações com intervalos de menos de 24 dias ou mais de 38.
  • Sangramento após a menopausa.
  • Menstruação extremamente intensa, onde a troca de absorvente torna-se necessária a cada hora.

 

3. Causas3
  • Desequilíbrio hormonal: oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona.
  • Miomas uterinos: tumores benignos que se desenvolvem no útero.
  • Pólipos uterinos: crescimentos benignos no revestimento do útero.
  • Adenomiose: o tecido que reveste o útero cresce em sua parede muscular.
  • Câncer: câncer de endométrio ou do colo do útero.

 

4. Diagnóstico4

Para determinar se o sangramento anormal está sendo causado pela condição, a ginecologista pode solicitar os seguintes exames:  

 

  • História clínica: perguntas sobre a menstruação, histórico familiar e outros sintomas potencialmente relacionados.
  • Exame pélvico: avaliação do sistema reprodutivo.
  • Ultra-sonografia: para visualizar o útero, ovários e pelve.
  • Biópsia endometrial: coleta de uma amostra do revestimento do útero.
  • Histeroscopia: procedimento que utiliza uma câmera fina para examinar o interior do útero.

 

5. Tratamento4

 

A abordagem terapêutica varia conforme a causa do SUA:

 

  • DIU com liberação de levonorgestrel: libera um hormônio que pode reduzir ou até eliminar o sangramento anormal.
  • Pílulas anticoncepcionais: podem ajudar a regular o ciclo menstrual.
  • Procedimentos cirúrgicos: como a ablação endometrial, que destroi o revestimento do útero para tratar sangramento intenso.
  • Histerectomia: remoção cirúrgica do útero, usada em situações mais graves.

 

O SUA é uma condição que pode afetar significativamente a sua qualidade de vida. A compreensão das causas e tratamentos disponíveis é fundamental para garantir o cuidado adequado, por isso, fale com quem cuida da sua saúde reprodutiva. 

 

Referências:

1. American College of Obstetricians and Gynecologists. (2013). ACOG Practice Bulletin No. 128: Diagnosis of Abnormal Uterine Bleeding in Reproductive-Aged Women. Obstetrics & Gynecology, 121(1), 197-206.

2. Benetti-Pinto CL, Rosa-E-Silva ACJS, Yela DA, Soares Júnior JM. Abnormal Uterine Bleeding. Rev Bras Ginecol Obstet. 2017 Jul;39(7):358-368. doi: 10.1055/s-0037-1603807. Epub 2017 Jun 12. PMID: 28605821; PMCID: PMC10416181.

3. Munro MG, Critchley HOD, Broder MS, Fraser IS; FIGO Working Group on Menstrual Disorders. (2011). FIGO classification system (PALM-COEIN) for causes of abnormal uterine bleeding in nongravid women of reproductive age. International Journal of Gynaecology and Obstetrics, 113(1), 3-13.

4. Fraser IS, et al. (2015). The FIGO recommendations on terminologies and definitions for normal and abnormal uterine bleeding. Seminars in Reproductive Medicine, 29(5), 383-90.

 

PP-KYL-BR-1576-1 

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

SUA
banner
Article categories

Contracepção x Doenças Crônicas

Private
Public

Contracepção x Doenças Crônicas

Entenda qual método escolher para esses casos

  • PP-KYL-BR-1580-1 
banner

Entenda qual método escolher para esses casos

Parte importante do planejamento familiar e da saúde reprodutiva, a escolha do método contraceptivo pode enfrentar alguns complicadores para mulheres que têm doenças crônicas. Algumas dessas condições podem influenciar a eficácia e segurança desses métodos, reduzindo as opções de escolha. No entanto, a ciência caminhou para que todas tenham acesso a métodos contraceptivos eficazes1. Entenda qual a melhor opção para cada caso.

[()]

Diabetes2

Mulheres com diabetes, especialmente aquelas que apresentam complicações, devem ser cautelosas ao escolher um método contraceptivo.

 

  • Recomendado: DIU, tanto o de cobre quanto o hormonal, é considerado seguro e eficaz para mulheres diabéticas.
  • Cautela: pílulas contraceptivas combinadas (estrogênio e progesterona) podem influenciar o metabolismo da glicose e requerem monitoramento cuidadoso.

Conheça mais sobre Diabetes e suas complicações.

(Y)

Hipertensão2

Mulheres com pressão alta precisam considerar o impacto potencial dos contraceptivos em sua condição.

 

  • Recomendado: o DIU, tanto o de cobre quanto o hormonal, é uma excelente opção, pois não apresenta os riscos cardiovasculares associados a algumas outras formas de contracepção.
  • Cautela: contraceptivos orais combinados podem elevar a pressão arterial em algumas mulheres.

{!}

Doenças Cardíacas2

Condições que afetam o coração demandam uma escolha contraceptiva meticulosa para evitar complicações adicionais.

 

  • Recomendado: o DIU é amplamente recomendado devido à sua natureza não sistêmica e ausência de riscos associados ao estrogênio.
  • Cautela: Pílulas combinadas (estrogênio e progesterona), adesivos e anéis vaginais, todos contendo estrogênio, podem aumentar o risco de trombose.

({!})

Epilepsia2

A interação entre contraceptivos e antiepilépticos é uma preocupação principal.

 

  • Recomendado: DIU de cobre é uma opção segura e não é afetado por medicamentos antiepilépticos.

(v)

Lupus Eritematoso Sistêmico (LES)2

O LES é uma doença autoimune, e a contracepção pode ser um desafio, principalmente se a paciente tiver anticorpos antifosfolípides.

 

  • Recomendado: DIU, especialmente o hormonal, é frequentemente a primeira escolha para mulheres com LES que não possuem anticorpos antifosfolípides.
  • Cautela: Pílulas contendo estrogênio são geralmente evitadas, especialmente em mulheres com anticorpos antifosfolípides, devido ao risco aumentado de trombose.

(i)

Doenças da Tireoide2

Mulheres com distúrbios da tireoide devem considerar possíveis interações entre seus medicamentos e contraceptivos.

 

  • Recomendado: DIU, seja de cobre ou hormonal, é seguro e não interfere no tratamento da tireoide.

 

DIU como a melhor recomendação 

Para quem sofre com doenças crônicas, o DIU surge frequentemente como uma opção de destaque devido à sua segurança, eficácia e mínima interação com outros medicamentos ou condições.

 

No entanto, se você tem alguma doença crônica, é preciso conversar com a sua ginecologista para levar em consideração todas as nuances da sua condição de saúde e das suas necessidades específicas.3

 

Referências:

1. Curtis, K. M., Tepper, N. K., Jatlaoui, T. C., et al. (2016). U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 2016. Morbidity and Mortality Weekly Report, 65(3), 1–103.

2. Altshuler AL, Gaffield ME, Kiarie JN. The WHO's medical eligibility criteria for contraceptive use: 20 years of global guidance. Curr Opin Obstet Gynecol. 2015 Dec;27(6):451-9. doi: 10.1097/GCO.0000000000000212. PMID: 26390246; PMCID: PMC5703409.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.– Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Acesso em outubro de 2023.

 

PP-KYL-BR-1580-1

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

OUTRAS DOENÇAS
banner
Article categories

Trombose: quais os melhores métodos contraceptivos para esses casos?

Private
Public

Trombose: quais os melhores métodos contraceptivos para esses casos? 

Conheça as opções que não impactam no seu planejamento familiar

  • PP-KYL-BR-1580-1
banner

Conheça as opções que não impactam no seu planejamento familiar

Você já deve ter ouvido falar sobre o tromboembolismo venoso (TEV). Trata-se de uma preocupação médica relevante que envolve a formação de coágulos de sangue nas veias, muitas vezes resultando em condições graves como a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).2 Infelizmente as mulheres, devido a fatores genéticos e hormonais, são frequentemente mais suscetíveis a esse problema, tornando essencial a escolha do método contraceptivo correto.1

 

Para mulheres que já tiveram ou estão em risco de desenvolver trombose, a seleção de um método contraceptivo seguro é fundamental. Conheça as melhores opções disponíveis. Um spoiler: o DIU aparece na seleção como uma excelente escolha.

({*})

A relação entre contracepção e trombose: por que precisamos falar sobre isso

Certos hormônios femininos, sejam os produzidos naturalmente pelo corpo ou aqueles que são ingeridos como parte da contracepção, podem aumentar o processo de coagulação sanguínea, principalmente em mulheres que já têm um histórico familiar de trombose. Isto é corroborado por estudos que indicam a relação entre a trombose e o uso de certos hormônios1. Por isso, é muito importante selecionar métodos contraceptivos que não aumentem o risco de trombose.

({;})

Métodos contraceptivos para mulheres com histórico de trombose

Contraceptivos orais: muitos contraceptivos orais contêm estrogênio, um hormônio que pode aumentar o risco de formação de coágulos sanguíneos em algumas mulheres. Portanto, mulheres com histórico de TEV ou com alto risco de desenvolver a condição geralmente são aconselhadas a evitar esses contraceptivos.3

 

Contraceptivos progestogênicos: são uma alternativa aos contraceptivos orais à base de estrogênio e geralmente são considerados mais seguros para mulheres em risco de trombose.3

 

DIU: O Dispositivo Intrauterino é frequentemente destacado como uma das melhores opções para mulheres com histórico de trombose. Há dois tipos principais de DIU: o de cobre e o hormonal. O DIU de cobre não contém hormônios, tornando-o uma escolha ideal para mulheres preocupadas com a trombose. O DIU hormonal libera uma pequena quantidade de progestina, que geralmente não está associada ao aumento do risco de TEV, estando indicado inclusive para as mulheres que já tiveram TEV ou que tenham algum antecedente familiar de TEV.

(v)

Por que o DIU é uma ótima opção?4

  • Sem Estrogênio: o DIU, especialmente o tipo de cobre, não contém estrogênio, o principal hormônio associado ao aumento do risco de trombose.
  • Longa Duração: uma vez inserido, o DIU pode durar de 5 a 10 anos, dependendo do tipo, tornando-o uma opção de longo prazo sem a necessidade de lembrar de tomar uma pílula diariamente.
  • Reversibilidade: o DIU pode ser removido a qualquer momento por um profissional de saúde, e a fertilidade geralmente retorna rapidamente após a remoção.>
  • Eficiência: é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente.

 

Se estiver com dúvidas, fale sempre com quem cuida da sua saúde reprodutiva, especialmente se você tem histórico de trombose ou outros riscos de saúde.

 

Referências:

1. Cannegieter SC, Rosendaal FR. "Pregnancy and travel-related thromboembolism." Thromb Res. 2013;131(1):S55-58.

2. Lensing AWA, Prandoni P, Prins MH, Büller HR. "Deep-vein thrombosis." Lancet 1999; 353: 479–85.

3. Dhont M. History of oral contracception. Eur J Contracep Reprod Health Care. 2010;15(S2):S12-18.

4. Braga GC, Brito MB, Ferriani RA, et al. Oral anticoagulant therapy does not modify the bleeding pattern associated with the levonorgestrel-releasing intrauterine system in women with thrombophilia and/or a history of thrombosis. Contraception.2014;89(1):48-53.

 

PP-KYL-BR-1580-1

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

TROMBOEMBOLISMO VENOSO
banner

Tromboembolismo venoso

Private
Public

Tromboembolismo venoso

Tromboembolismo venoso (TEV) é o termo empregado para designar a combinação de duas doenças, a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). A trombose venosa profunda é uma doença causada pela formação de coágulos no interior das veias profundas, geralmente nos membros inferiores. E embolia pulmonar é a obstrução das artérias do pulmão causada pela formação de coágulos (trombo).

  • 0000
Tromboembolismo
Tromboembolismo venoso

 

Tromboembolismo venoso (TEV) é o termo empregado para designar a combinação de duas doenças, a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP). A trombose venosa profunda é uma doença causada pela formação de coágulos no interior das veias profundas, geralmente nos membros inferiores. E embolia pulmonar é a obstrução das artérias do pulmão causada pela formação de coágulos (trombo).

 

É uma doença decorrente de condições variadas, adquiridas ou congênitas. Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença estão:
• Cirurgia e Trauma;
• Idade;
• Obesidade;
• Câncer;
• Gravidez e pós-parto;
• Tabagismo;
• Varizes;
• Uso de anticoncepcional.

 

Apesar de serem duas doenças combinadas, o tratamento do Tromboembolismo venoso deve ser único. É uma doença de alto risco, podendo levar a óbito caso não ocorra o tratamento adequado.

 

 

Fonte:

Rizzatti, Edgar Gil; Franco, Rendrik. Medicina. In: Tratamento do Tromboembolismo Venoso. 2001. Ribeirão Preto – SP.

Sintomas

 

O tromboembolismo venoso pode apresentar os seguintes sintomas e sinais:

 

  • Edema (inchaço);
  • Dor;
  • Calor;
  • Rubor (vermelhidão);
  • Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo;
  • Cor mais escura da pele;
  • Endurecimento do tecido subcutâneo;
  • Eczemas.

 

Fonte:

Rizzatti, Edgar Gil; Franco, Rendrik. Medicina. In: Tratamento do Tromboembolismo Venoso.  2001. Ribeirão Preto – SP. 

amento do Tromboembolismo Venoso. 2001. Ribeirão Preto – SP.

Tratamentos e cuidados

 

O tratamento do Tromboembolismo Venoso consiste em aliviar os sintomas agudos da doença, evitar o aumento dos coágulos e diminuir a morbidade da síndrome pós-trombótica. É indicado o uso de medicamentos intravenosos ou via oral.

 

O laboratório Bayer, a fim de analisar o risco da ocorrência de TEV, patrocinou estudos para analisar o uso de anticoncepcionais combinados com drospirenona. Assim como em anticoncepcionais com levonorgestrel, o contraceptivo combinado com drospirenona apresenta baixa a incidência de TEV com anticoncepcionais a base de drospirenona é um evento raro e inferior a que pode ser observada na gravidez e no puerpério.

 

Risco de TEV associado ao uso de contraceptivos – Assista ao vídeo, clique aqui

 

Risco de TEV associado ao uso de contraceptivos 2 – Assista ao vídeo,clique aqui

 

Fontes:

Dr. Sérgio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Rizzatti, Edgar Gil; Franco, Rendrik. Medicina. In: Tratamento do Tromboembolismo Venoso.  2001. Ribeirão Preto – SP.

Dinger, Jürgen et al.: The safety of a drospirenone-containing oral contraceptive: final results from the European Active Surveillance study on Oral Contraceptives based on 142,475 women-years of observation. In: Contraception, 75, 2007, 344– 354.

DINGER, Jürgen; MÖHNER, Sabine; HEINEMANN, Klaas. Cardiovascular risks associated with the use of drospirenone-containing combined oral contraceptives. Contraception, v. 93, n. 5, p. 378-385, 2016.

Long-Term Active Surveillance Study for Oral Contraceptives (LASS) clinicaltrials.gov ; http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT00676065?term=LASS&rank=1

Seeger, John et al.: Risk of Thromboembolism in Women Taking Ethinylestradiol/Drospirenone and Other Oral Contraceptives. In: Obstetrics & Gynecology, Vol. 110, No. 3, Setembro de 2007, 587 – 893.

Convivendo

 

O tromboembolismo é caracterizado pela formação de coágulos de sangue no interior das veias, bloqueando de forma parcial ou total a passagem do sangue. O coágulo, também conhecido como trombo, se forma quando ocorre algum desequilíbrio no mecanismo de coagulação. Complicações após cirurgias, pré-disposição genética, obesidade, tabagismo, gravidez e longos períodos de imobilidade podem proporcionar o desenvolvimento de coágulos sanguíneos e a formação dos “trombos”.

 

O público feminino é mais comumente atingido pela doença devido à maior frequência de problemas genéticos que propiciam a trombose. Os hormônios femininos tendem a provocar distúrbios da coagulação sanguínea em pessoas que já têm histórico de trombose na familia.

 

Quando descoberto logo no início, as chances de cura e de convívio pacífico com a doença são grandes. O tratamento com medicação anticoagulante, que age “afinando” o sangue e diminuindo a formação dos coágulos, é a forma mais comum utilizada pelos médicos para controlar e impedir complicações como a embolia pulmonar.

 

Praticar exercícios leves é de fundamental importância para evitar o avanço da doença. Caminhar pelo menos 30 minutos todos os dias ativa a circulação sanguínea e aumenta o fluxo, impedindo a formação de novos trombos além de auxiliar na saúde do corpo como um todo. As meias de alta compressão são fiéis aliadas de quem já possui a doença e a intensidade do uso deve ser determinada e acompanhada pelo médico de acordo com o quadro clínico do paciente.

 

A princípio, o diagnóstico de tromboembolismo pode parecer assustador, mas com tratamento adequado e acompanhamento médico constante, é possível conviver bem com a doença.

 

Fontes:

MINHA VIDA; Prevenção da trombose pede uso de anticoagulantes e meias de compressão. Disponível em: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/3437-prevencao-da-trombose-pede-uso-de-anticoagulantes-e-meias-de-compressao. Acesso em 13/03/2018.

Ministério da Saúde. Blog da Saúde. Saiba como evitar a trombose. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-dasaude/51678-saiba-como-evitar-a-trombose. Acesso em: 05.12.2020.

Esse artigo foi útil para você?

PROCURE UM MÉDICO

Precisa falar com um gineco?

Ícone de Estetoscópio

Agende uma consulta

Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

Agende um horário

ARTIGOS RELACIONADOS

Tromboembolismo venoso
Tromboembolismo

Sobre candidíase

Private
Public

Sobre candidíase

Mais comum do que se imagina, 3 em cada 4 mulheres* terão algum episódio de Candidíase durante suas vidas - e muitas outras ainda podem sofrer mais de uma vez. 

  • 0000
SobreCandidiase
Candidíase: Tratamento, causas e sintomas

Mais comum do que se imagina, 3 em cada 4 mulheres* terão algum episódio de Candidíase durante suas vidas - e muitas outras ainda podem sofrer mais de uma vez. 

 

O fungo que causa essa infecção faz parte da flora vaginal saudável e pode ser encontrado no organismo, mas em pequenas quantidades (principalmente do gênero Candida albicans). Porém, se esse organismo está debilitado, seja por estresse, baixa imunidade (e até mesmo TPM), os fungos se multiplicam e podem causar a infecção. Por ser quente e úmida, a região íntima acaba sendo o ambiente perfeito para a proliferação do fungo da Candidíase (conhecida como Candida vaginal)

Sobre candidíase

Sintomas da candidíase

 

    Você pode estar com candidíase se observar:

     

    • Coceira vaginal

     

    • Corrimento vaginal incomum como corrimento branco e espesso

     

    • Ardência na região da vulva (a parte externa da vagina)

     

    • Leve inchaço dos lábios vaginais (conhecidos também como grandes lábios)

    Estes sintomas não são incomuns:

     

    • Ardência ao fazer xixi

     

    • Pele rachada próxima à vulva

     

    • Dor durante relações sexuais

    Você vai precisar visitar um médico se:

     

    • Se os sintomas persistirem por mais de 7 dias após o tratamento com Gino-Canesten®(clotrimazol) ou caso retornem dentro de 2 meses você deve procurar orientação médica

     

    • Você tiver candidíase com frequência (mais de duas vezes em seis meses)

     

    • Não houver melhora dos sintomas após a finalização do tratamento.
    Compreendendo a candidíase
    Compreendendo a candidíase

    A candidíase pode ser bastante desagradável, mas é comum e na maioria dos casos é simples de ser tratada. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

    Video title

    YYMMDD Author/Uploaded by

    Candidíase Tratamento

    Você pode encontrar Gino-Canesten® (clotrimazol) diretamente nas gôndolas das farmácias, na parte de cuidados íntimos e absorventes!

    Antigamente, os tratamentos da candidíase eram apenas com o uso de medicamentos que precisavam de muitos dias de tratamento, ou que davam muitos efeitos colateriais.

    Atualmente, existem medicamentos mais modernos como o Gino-Canesten® (clotrimazol) 1 dia, um comprimido vaginal que resolve a candidíase com apenas uma aplicação (e seus principais sintomas como o corrimento da candidíase branco e espesso e uma coceira intensa nas partes íntimas). É simples.

    #FicaDica: Todos os tratamentos da linha Gino-Canesten® possuem a mesma eficácia!

    Descubra os produtos Gino-Canesten®
    TABELA DE NAVEGAÇÃO GINO
    Como Prevenir
    Alt tag

    Vista roupas íntimas de algodão e troque-as com frequência, especialmente após fazer exercício

    Alt tag

    Evite produtos perfumados na região vaginal e em volta dela

    Alt tag

    Enxugue de frente para trás após ir ao banheiro

    Fatos sobre a infecção fúngica vaginal
    Alt tag

    Infecção vaginal bastante comum, 3 em cada 4 mulheres* terão algum episódio de Candidíase durante suas vidas

    Alt tag

    Evite estresse e tenha uma dieta saudável, livre de alimentos com alto teor de açúcar

    *Sobel J. Lancet.200 7. 369: 1961-71

    Esse artigo foi útil para você?

    PROCURE UM MÉDICO

    Precisa falar com um gineco?

    Ícone de Estetoscópio

    Agende uma consulta

    Faça uma consulta com um ginecologista, na melhor data e horário para você.

    Agende um horário

    ARTIGOS RELACIONADOS

    Infecções vaginais
    SobreCandidiase
    Subscribe to Doenças femininas